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Eike Batista é eleito o empresário mais admirado do País pela segunda vez consecutiva

por Redação Carta Capital — publicado 01/10/2012 22h44, última modificação 02/10/2012 12h04
Eike Batista descreve as razões que fazem do Brasil um dos melhores mercados do mundo
Eike Batista2

Eike Batista faz discurso após receber o prêmio

Como em 2011, o empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX, foi eleito o executivo mais admirado do Brasil, em premiação na noite desta segunda-feira 1ª. Batista foi o preferido entre os 1212 executivos brasileiros ouvidos pela pesquisa CartaCapital.

Duas vezes X

O empresário tem uma razão simples para explicar seu recente interesse de tornar-se dono da rede de televisão SBT: “O que Lula e Dilma têm feito de bom para o Brasil merece muito mais espaço nos meios de comunicação”. Em sua opinião, os avanços que o País conseguiu na última década fazem jus a um registro mais significativo do que os lidos nos jornais e os vistos nas tevês. “Que país apresenta um quadro tão promissor como o nosso?”

Eleito pelo segundo ano consecutivo o líder mais admirado do Brasil, o homem que usa o X (símbolo da multiplicação) no nome de todas as suas empresas crê que o otimismo tem de ser característica inerente a quem se pretende empresário. É isso que tenta transmitir nas numerosas palestras que faz, sobretudo para universitários, e ao 1 milhão de seguidores que tem no Twitter, onde costuma dar dicas de empreendedorismo. “Não tenho complexo de vira-lata ou medo de concorrentes, nacionais ou estrangeiros”, diz. “Se temos sucesso, por que não reverenciá-lo?”

Ao analisar o pacote de concessões de infraestrutura recém-anunciado pelo governo federal, lembra que as estradas de ferro e de asfalto previstas no projeto vão ligar-se aos complexos portuários de seu grupo econômico. “Não faço puxadinho. Meus empreendimentos nascem grandes e bem planejados.” A referência a “puxadinho” remete à construção civil, que, em sua opinião, ainda se comporta como se o País padecesse da inflação galopante de 20 anos atrás: ergue-se um prédio hoje para vendê-lo amanhã, em vez de planejar um bairro inteiro que se integre à região onde será construído e leve em consideração todos os impactos que causará. “É o que chamo de imediatismo tropical.”

Para Eike Batista, estar na hora e no lugar certos, mais que coincidência, é um atributo próprio do líder. Seu exemplo é a presidenta da República Dilma Rousseff: “Ela teve a coragem de atacar os juros e de impor um choque de eficiência na infraestrutura brasileira”.

Na cerimônia de premiação, Batista desabafou sobre a pressão que sofre em parte da mídia.  "Fiquei feliz que essa eleicão se deu por pessoas em média com 45 anos, gente que o Brasil 50 anos na frente, o Brasil que já deu certo. O Mino Carta faz um jornalismo que admiro muito, é realmente isento. Nos últimos meses, venho sendo um saco de pancadas da mídia em geral. É um nível de fofocas no Brasil que não gosto, desprezo. Por isso, admiro muito a linha editorial que faz o Mino. Esta sendo um ano intenso para a economia mundial e nosso crescimento caiu, mas o Brasil tem um invejável arsenal para impulsionar o crescimento, e isso é algo diferenciado.", disse.

Ele também falou sobre a visão positiva que o Brasil conquistou no exterior nos últimos anos. "No Oriente Médio e na Ásia, por onde circula a maior parte do capital mundial, todos continuam fascinados com o Brasil. Somos e seremos por muito tempo um local onde querem investir muito."