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Premiação - CartaCapital

Apple é eleita a empresa mais admirada do Brasil em 2012

por Redação Carta Capital — publicado 01/10/2012 22h26, última modificação 06/06/2015 18h42
Como a gigante da tecnologia tornou-se a mais valiosa do mundo e a mais admirada entre os executivos do País
apple

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Companhia mais valiosa do mundo,  a Apple é também a empresa mais admirada do Brasil. É o que mostrou a pesquisa CartaCapital, que ouviu 1212 executivos do País. A premiação ocorreu na noite desta segunda-feira 1º  em São Paulo, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

A iCampeã. A Apple tomou da Natura o título de Empresa mais Admirada no Brasil. Dois números sobre a companhia ajudam a dar a dimensão de como isso se traduz em negócios, aqui e nos demais países onde atua. Em apenas três meses, os últimos de 2011, vendeu 37 milhões de iPhones e 15,43 milhões do tablet iPad. Esse ­recorde de vendas foi anunciado em 25 de janeiro deste ano, mesmo dia em que divulgou seu balanço daquele último trimestre, pelo qual obteve um lucro de 13,06 bilhões de dólares, ou 13,87 dólares por ação. As informações fizeram suas ações subir 8% no índice Dow Jones da Bolsa de Nova York.

No mesmo último trimestre de 2011 a empresa vendera 5,2 milhões de computadores Mac e 15,4 milhões de iPods. No trimestre anterior, 17,03 milhões de iPhones, 7,3 milhões de iPads e 4,89 milhões de Macs. Balanço, lucro e números de vendas foram, assim, a primeira resposta às apostas dos que questionavam o tamanho que a empresa teria no pós-Steve Jobs, depois da morte, em outubro de 2011, do fundador que lhe deu a cara que tem até hoje. Mesmo esses resultados extraordinários suscitaram polêmica. Parte dos especialistas ainda os creditou a recall da era Jobs.

A resposta definitiva chegou em agosto deste ano. A Apple tornou-se a maior empresa do mundo em valor de mercado, avaliada em 620 bilhões de dólares na Bolsa nova-iorquina. Sua chegada ao topo veio impulsionada pelos produtos já feitos por ela e pela confiança nos próximos modelos do iPhone, iPad e iPod. Antes, em maio deste ano, a Apple divulgara outros números admiráveis: 75% da sua receita vinha do iPad, o iPhone já está disponível em cem países – só nos Estados Unidos, 30% dos usuários de smartphone têm um iPhone. A App Store, sua loja virtual, tem 600 mil aplicativos e 895 novos são acrescentados a cada dia. E até aquele mês a companhia já contabilizava 363 lojas, em 13 países.

APPLE.
Origem: Estados Unidos
Fundação: 1976
Setor: Tecnologia
Principal executivo: Tim Cook
Colocação em 2011: 2ª colocada

Esta é a Apple 36 anos após a sua fundação em 1º de abril de 1976. Como parte daquelas manias que apaixonam os norte-americanos, a revista Forbes avaliou Steve Jobs como um “homem de ouro” que valia 7 bilhões de dólares em 2010, um ano antes de sua morte. Apesar disso, ele tinha um salário nominal de 1 dólar na Apple, numa época em que seu braço direito e depois sucessor, Tim Cook, tinha um salário-base de 800 mil dólares por ano.

Quando, em 12 de abril de 2011, durante visita da presidenta Dilma Rousseff à China, o então ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que a ­Apple e a Foxconn produziriam o tablet iPad no Brasil até o fim de novembro daquele ano, ele na certa pensou que fosse mais fácil. À época, a empreitada representaria investimento de 12 bilhões de dólares no Brasil e 100 mil empregos, entre diretos e indiretos. Cinco meses depois, em setembro, o próprio Mercadante não mostrava a mesma confiança. Mas, para quem tivesse dúvidas, o ministro deixou claro: o enguiço era no Brasil. “Na área de tecnologia, os sócios que nós temos não têm musculatura financeira para investimentos próximos a ­esse valor.”
Em outubro de 2011, Dilma sancionou a lei que beneficiava tablets montados no Brasil. A estimativa era de que o incentivo barateasse em até 30% os equipamentos. Um ano depois da chegada do tablet da Apple ao Brasil, o iPad brasileiro é uma rea­lidade – mas ainda pouco animadora. Embora o presidente da gigante da tecnologia, Tim Cook, tenha dito que “há grande potencial no Brasil”, e que “depois da China o País é o segundo da lista (em potencial)”, por enquanto o preço do iPad verde-amarelo ainda supera em muito o valor pago pelo consumidor norte-americano.