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Vídeo da decapitação de jornalista americano é autêntico

por Redação — publicado 03/09/2014 09h18
A Casa Branca confirmou que o homem decapitado pelo grupo jihadista Estado Islâmico é o jornalista Steven Sotloff
AFP
Jornalista americano Steven Sotloff

Imagem do vídeo divulgado pelo Estado Islâmico mostra o jornalista americano Steven Sotloff

Washington (AFP) - O vídeo da decapitação do jornalista americano Steven Sotloff, divulgado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), é autêntico, informou a Casa Branca nesta quarta-feira 3.

"Os serviços de inteligência dos Estados Unidos analisaram a recente divulgação de um vídeo que mostra o cidadão americano Steven Sotloff e chegaram à conclusão de que é autêntico", disse a porta-voz da Agência Nacional de Segurança, Caitlin Hayden.

Nas imagens divulgadas pelo EI, Sotloff fala com o olhar voltado para a câmera e afirma que é vítima da decisão do presidente Barack Obama de realizar ataques aéreos contra os jihadistas no Iraque. O vídeo mostra um jihadista com o rosto encapuzado que corta o pescoço do jornalista.

No mês passado, outro jornalista americano, James Foley, foi executado da mesma forma. Na terça-feira 2, Obama já havia ordenado o envio de mais 350 soldados a Bagdá para proteger instalações diplomáticas americanas e funcionários do governo, indicou a Casa Branca. O anúncio foi feito horas depois da divulgação do vídeo pelo Estado Islâmico.

O grupo extremista sunita declarou um "califado" em regiões sob seu controle no Iraque e na Síria, depois de ter tomado grande parte do norte de Bagdá, expulsando as minorias cristã e yazidi das áreas que ocupavam.

"Nós vamos manter o apoio aos esforços do governo do Iraque para conter o EI, que representa uma ameaça, não apenas para o Iraque, mas para todo o Oriente Médio e para os funcionários e interesses dos EUA na região", informou um comunicado.

O documento ainda informa que Obama "vai ter encontros com aliados da Otan nesta semana tendo em vista ações adicionais contra o EI e o desenvolvimento de uma ampla coalizão internacional para implementar uma estratégia" de combate contra o grupo ultra-radical, disse.

Com os 350 militares adicionais, o número de forças adicionais destinadas a proteger as instalações e funcionários diplomáticos dos Estados Unidos no Iraque chega a 820, de acordo com o Pentágono.

Com informações da AFP