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Reino Unido

Soldado é morto em ataque em Londres

por AFP — publicado 22/05/2013 19h22, última modificação 22/05/2013 19h26
Vídeo divulgado pela imprensa britânica mostra o suposto assassino com sangue nas mãos e carregando armas
Carl Court / AFP
Ataques em Londres

Policiais isolam área em Woolwich, em Londres, onde ocorreu o crime nesta quarta-feira 22

Dois homens mataram um soldado britânico nesta quarta-feira 22 utilizando armas brancas em um bairro do sudeste de Londres e, segundo testemunhas, gritaram palavras de ordem próprias de fundamentalistas islâmicos antes de serem feridos e detidos pela polícia.

É um "ato bárbaro que ocorreu hoje, um ataque horrível registrado no subúrbio de Londres" e um "incidente que é claramente de natureza terrorista", declarou David Cameron durante uma entrevista coletiva à imprensa no Eliseu ao lado do presidente francês, François Hollande. "Sofremos ataques deste tipo antes em nosso país e nunca esqueceremos", afirmou o primeiro-ministro aos britânicos. "Temos que lembrar que em um país livre como o nosso, a melhor maneira de derrotar o terrorismo é continuarmos com nossas vidas normalmente, e mostrar que os terroristas nunca poderão nos vencer", acrescentou.

Os detalhes do ataque efetuado em plena luz do dia, nas imediações de um quartel em Woolwich, começavam a vir à tona no final da tarde. "Devemos combatê-los como eles nos combatem: olho por olho, dente por dente", gritou um dos dois agressores vestido com uma calça jeans e um casaco e usando um boné, em um filme amador obtido pela rede de televisão ITV. "Juramos por Alá, o todo-poderoso, que nunca vamos parar de combatê-los", acrescentou uma voz possessa, em um inglês com forte sotaque londrino.

"Lamento que mulheres tenham sido testemunhas do que aconteceu hoje, mas em nosso país, nossas mulheres veem o mesmo tipo de coisa", disse ainda o jovem negro que levava duas facas e um cutelo ensanguentados. De acordo com testemunhas, este homem e seu cúmplice pediram que as pessoas no local filmassem a cena na qual continuavam a esfaquear o corpo da vítima. Algumas afirmaram que eles se preparavam para decapitá-la. Elas também disseram ter ouvido os agressores gritando "Allahu Akbar" (Deus é grande, em árabe).

Em viagem a Bruxelas e Paris, David Cameron a imediatamente pediu à ministra do Interior, Theresa May, que convocasse uma reunião de crise do Comitê Cobra, formado por ministros e autoridades de segurança. Ao final da reunião de crise que durou uma hora, o número 10 de Downing Street confirmou em um comunicado lacônico que "tudo indica que foi um atentado terrorista". O texto indica que a segurança tinha sido reforçada na quartel de Woolwich e em todas os quartéis londrinos".

May afirmou que tinha recebido informações sobre o "brutal assassinato" por meio de autoridades do serviço de segurança interna, o MI5. "Acreditamos que a vítima é um soldado. Não sabemos as circunstâncias do ocorrido", havia declarado à imprensa à tarde o deputado por Woolwich e Greenwich, Nick Raynsford.

A Scotland Yard se limitou a confirmar que policiais tinham usado suas armas para neutralizar dois suspeitos do assassinato de um homem não identificado, que deram entrada em dois hospitais londrinos diferentes. De acordo com a imprensa, um deles está em estado grave. A imprensa indica que este é o primeiro "atentado terrorista" islamita com morte desde os ataques de 7 de julho de 2005 contra a rede de transporte de Londres, que deixaram 52 mortos, sem contar os quatro terroristas.

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