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Para maioria dos americanos, ex-consultor de inteligência deve ser processado

por Redação — publicado 18/06/2013 18h31
Segundo pesquisa, 54% dos entrevistados são favoráveis a julgamento de Edward Snowden
Philippe Lopez / AFP PHOTO
snowden

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A maioria dos americanos considera que o ex-consultor de inteligência Edward Snowden, que revelou um vasto programa de vigilância eletrônica dos Estados Unidos, deve ser processado, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira 18.

Segundo consulta do jornal USA Today e do Centro de Pesquisas Pew, realizada de quarta-feira 12 a domingo 16, 54% dos americanos são favoráveis ao processo contra Snowden, ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA), enquanto 38% se opõem.

A pesquisa - que ouviu 1.512 adultos e tem margem de erro de 2,9% - mostrou ainda que uma maioria similar, de 41 a 53%, concorda com os funcionários do governo que afirmaram que os programas de vigilância, que implicam controle de correios eletrônicos, mensagens na web e ligações telefônicas, ajudaram a prevenir ataques terroristas.

Os entrevistados, no entanto, se mostraram divididos sobre os programas: 48% aprovaram e 47% criticaram.

Apesar das comparações com o antecessor George W. Bush, o presidente americano, Barack Obama, defendeu os programas de vigilância secretos dos Estados Unidos.

Yahoo!

Além de Google, Facebook, Microsoft e Apple, o Yahoo! também recebeu pedidos de autoridades americanas informações sobre seus usuários. Em carta, a empresa disse ter recebido 13  mil pedidos de informação em um período de seis meses até 31 de maio passado.

A carta, intitulada "Nosso compromisso com a privacidade de nossos usuários", foi publicada no tumblr da empresa e assinada pela presidente executiva do Yahoo!, Marissa Mayer, juntamente com o chefe da equipe de advogados, Ron Bell.

Entre 1º de dezembro de 2012 e 31 de maio de 2013, "recebemos entre 12 mil e 13 mil pedidos, incluindo os judiciais, em função da Lei de Controle da Inteligência sobre Estrangeiros (Fisa), e outros pedidos".

O Yahoo!, como o Facebook, a Microsoft, o Google e Apple, está sob a lupa de um vasto programa de controle das comunicações eletrônicas, que Obama defende como objetivo investigar estrangeiros suspeitos de colaborar com o terrorismo.

*Com informações AFP

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