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Senador boliviano asilado entra no Brasil e governo vai investigar

por Agência Brasil publicado 25/08/2013 17h02, última modificação 26/08/2013 08h43
Roger Pinto Molina estava asilado havia mais de um ano na embaixada brasileira na Bolívia e chegou neste domingo ao País. Ministério das Relações Exteriores vai abrir inquérito

O Ministério das Relações Exteriores informou neste domingo 25 que abrirá um inquérito para apurar as circunstâncias da entrada no Brasil do senador boliviano Roger Pinto Molina, que estava asilado há mais de um ano na embaixada brasileira na Bolívia. O boliviano chegou neste domingo ao País acompanhado do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

O Itamaraty informou que o encarregado de Negócios do Brasil em La Paz, ministro Eduardo Saboia, foi chamado para prestar esclarecimento.

“O ministério está reunindo elementos acerca das circunstâncias em que se verificou a saída do senador boliviano da embaixada brasileira e de sua entrada em território nacional. O Ministério das Relações Exteriores abrirá inquérito e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis”, diz trecho da nota.

O senador boliviano, que aguardava um salvo-conduto para sair o país, deixou no sábado (24) a embaixada brasileira em La Paz com destino ao Brasil. O advogado do senador, Fernando Tibúrcio, confirmou à Agência Brasil que o parlamentar deixou com segurança a representação diplomática brasileira, mas ainda não está definido o local do Brasil onde Pinto Molina viverá.

Molina, que faz oposição ao governo de Evo Morales, ficou quase 15 meses abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz desde que pediu asilo político ao Brasil. O salvo-conduto era negado pelas autoridades bolivianas que alegavam que o parlamentar responde a processos judiciais no país.

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