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Internacional

Medidas de proteção

Reino Unido abre cruzada contra "sexualidade precoce"

por Redação Carta Capital — publicado 06/06/2011 17h04, última modificação 06/06/2011 19h31
Primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou um relatório com recomendações de conduta no comércio e na mídia do país

O primeiro-ministro britânico David Cameron tem um novo alvo que deve causar polêmica na opinião pública do Reino Unido. O governo quer estabelecer códigos de conduta na mídia e no comércio para que se evite a sexualização precoce de crianças e adolescentes do país. A ideia toma corpo através de uma espécie de cartilha elaborada a pedido de Cameron, divulgada nesta segunda-feira 6. Entre as medidas recomendadas estão o alerta aos varejistas sobre a venda de roupas com cortes adultos para pré-adolescentes, a retirada de anúncios com conteúdo sexual explícito das proximidades de escolas, museus e locais para crianças, e classificação de vídeos musicais por faixa etária. O documento foi elaborado pelo chefe-executivo da União das Mães Cristãs, Reg Bailey.

Segundo o relatório, os varejistas teriam que assinar um novo código de comportamento para prevenir a venda de itens para adolescentes – a faixa etária abrangida vai até os 16 anos -, com slogans sugestivos. O próprio Consórcio de Varejistas Britânico deve lançar, na próxima semana, sob a orientação de fórum de mães, novas instruções para aconselhar os vendedores sobre temas como, sutiãs com enchimento e roupas de nadar mais moderadas para crianças.

Entres as recomendações do informativo Bailey (como a medida está sendo chamada a cartilha, em referência ao nome de seu autor), ainda estão: desencorajar a exibição de imagens sexualizadas e violentas na televisão antes das 21h, a criação de um site para que os pais possam reclamar do comportamento dos meios reguladores e a venda de revistas com conteúdo sexual em prateleiras altas ou com capas escuras.

Além disso, o relatório pede que a indústria da internet seja obrigada a desenvolver medidas efetivas de controle de conteúdo para adultos, com sistemas robustos de verificação de idade. Há a sugestão de que o governo deve legislar em 18 meses se o progresso voluntário não for suficiente.

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