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Eleições em Buenos Aires

Reeleito, Macri impõe segunda derrota ao kirchnerismo

por Redação Carta Capital — publicado 01/08/2011 11h01, última modificação 01/08/2011 11h07
No próximo domingo, eleição em Córdoba deve ser um novo golpe contra Cristina Kirchner. Presidenta espera demonstrar força nas primárias de agosto

O atual prefeito de Buenos Aires, o conservador Mauricio Macri, venceu as eleições municipais da capital realizadas neste domingo 31. Empresário e ex-presidente do Boca Juniors, Macri, uma das lideranças da oposição, bateu o candidato kirchnerista Daniel Filmus. Com 99,2% das urnas apuradas, o presidente do PRO (Proposta Republicana) reelegeu-se com 64,3% dos votos contra 35,7% de Filmus.

A capital Buenos Aires, que concentra 8,6% dos eleitores do país, é considerada um ponto-chave na disputa presidencial que será celebrada em outubro. A presidenta Cristina Fernández de Kirchner já sofreu uma derrota na província de Santa Fe, onde seu candidato amargou um terceiro lugar. Além do mais, no próximo domingo ocorrem eleições provinciais em Córdoba (equivalente às eleições estaduais), onde o governo não tem um candidato próprio em uma província tradicionalmente opositora ao kirchnerismo.

Os resultados eleitorais traduzem a mensagem de que Cristina Kirchner pode ter dificuldades na tentativa de reeleger-se presidenta da nação. Entretanto, ainda é incerta a influencia do resultado na capital nas eleições de outubro. Segundo afirmou o Ministro do Interior, Florencio Randazzo, os candidatos apoiados pela Casa Rosada ganharam “seis de oito eleições neste ano”.

Além do mais, nas eleições primárias que ocorrerão em duas semanas, Cristina Kirchner deve demonstrar força se abrir vantagem frente a seus concorrentes. Será a primeira vez na história argentina que eleições primárias abertas serão realizadas. Isso significa que, em 14 de agosto, os eleitores irão às urnas para eleger os pré-candidatos de cada partido político. Dessa forma, a presidente Kirchner pretende reunir apoio suficiente antes de lançar a candidatura oficial.

De todas as formas, os mais de um milhão de votos dados a Macri tornaram-se objeto de cobiça pelos postulantes a presidente. O prefeito reeleito já anunciou, entretanto, que não anunciará seu apoio antes da realização das primárias.

Macri já havia enfrentado Filmus nas eleições municipais em 2007. Ontem, o empresário ampliou a vantagem obtida há quatro anos, quando o candidato kirchnerista, ex-ministro da Educação de Néstor Kichner, conseguira 39,04% dos votos. Ainda que uma segunda derrota fosse esperada, a Casa Rosada previa assegurar pelo menos 40% dos votos no segundo turno. Um dos coordenadores da candidatura de Filmus, Roberto Salgado, chegou a afirmar que com 40% dos votantes “a honra do kirchnerismo estaria a salvo”.

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