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Racismo nas passarelas

por Redação Carta Capital — publicado 04/03/2011 10h16, última modificação 04/03/2011 10h16
A Dior demite estilista após declarações antissemitas em bairro judeu de Paris

A Dior demite estilista após declarações antissemitas em bairro judeu de Paris
A grife christian Dior anunciou, na terça-feira 1º, a demissão do britânico John Galliano, chefe de criação da marca e um dos estilistas mais famosos do mundo, acusado de racismo. Uma semana antes, na quinta-feira 24, o estilista foi detido por algumas horas em Paris por “violência leve” e “insultos de caráter antissemita”. Segundo a polícia, Galliano teria ofendido um casal no terraço de um café no bairro de Marais, de grande concentração judaica. “Pessoas como vocês estariam mortas hoje. Suas mães, seus antepassados teriam sido mortos pelo gás”, afirma em um vídeo amador divulgado pelo jornal The Sun. “Nós repudiamos em absoluto os comentários feitos por John Galliano, que são totalmente incoerentes com os valores da Christian Dior”, afirmou Sidney Toledano, presidente da marca, em comunicado. Apesar disso, a grife confirmou o desfile da coleção de inverno 2012, assinada por Galliano, na semana de moda de Paris, na sexta-feira 4.