Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Protestos seguem violentos no Egito

Internacional

Revolta

Protestos seguem violentos no Egito

por Redação Carta Capital — publicado 02/02/2011 16h58, última modificação 08/02/2011 13h23
Confrontos entre manifestantes contra e a favor do ditador Mubarak deixaram centenas de mortos e feridos nesta quarta-feira na praça Tahrir, na capital Cairo. Foto: AFP
Protestos seguem violentos no Egito

Confrontos entre manifestantes contra e a favor do ditador Mubarak deixaram centenas de mortos e feridos nesta quarta-feira na praça Tahrir, na capital Cairo. Foto: AFP

Os protestos pela saída do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder, no Egito tornaram-se violentos nesta quarta-feira 02. As manifestações, que vinham sendo pacíficas há dias, acabaram em um conflito generalizado hoje, quando policiais à paisana e grupos a favor de Mubarak enfrentaram os manifestantes na praça Tahrir.
A manifestação convocada para ontem reuniu quase dois milhões de pessoas na praça. O protesto contra Mubarak começou na semana passada, inspirado pelo sucesso da revolta na Tunísia, que derrubou o presidente do país, Ben Ali. Na noite da terça-feira, Mubarak tentou aliviar a pressão dos protestos fazendo um pronunciamento no qual garantiu que não se candidatará mais uma vez nas eleições presidenciais de setembro.
O discurso do ditador não foi o suficiente para dispersar os manifestantes, que prometeram continuar na praça Tahrir até que ele deixasse o poder. Enquanto cumpriam a ameaça, os manifestantes foram atacados, já na quarta-feira, por grupos de apoiadores de Mubarak. Pessoas que estão no protesto e relatos da rede de TV Al Jazeera afirmaram que vários dos "apoiadores" eram, na verdade, policiais disfarçados. O governo egípcio, obviamente, nega.
O enfrentamento deixou mais de 500 feridos, segundo a Al Jazeera. Ainda não há números exatos, mas a estimativa é de que cerca de 100 pessoas tenham morrido na praça Tahrir. Coquetéis molotov foram jogados contra o Museu Egípcio, o mais importante da capital, mas não há informações sobre quem os atirou. Também houve violência em Alexandria e Suez, cidades com protestos acompanhando os do Cairo.
Em um pronunciamento oficial no fim da tarde, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que, para o governo americano, a "transição precisa começar imediatamente" e que a violência precisa parar. "O presidente Mubarak tem uma oportunidade de mostrar ao mundo quem ele realmente é, se iniciar essa transição imediatamente", disse Gibbs. O apoio a Mubarak, dado pelos EUA desde o início de seu reinado, parece ruir a passos largos enquanto a população egípcia ocupa as ruas.
Debate na Europa

A crise no Egito virou tema de discussões no Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica. As sessões ocorreram hoje e se estenderão até amanhã.
O Parlamento Europeu tem 736 membros, mas em geral cerca de 300 participam das sessões. A União Europeia defendeu que as autoridades egípcias promovam um processo de transição “ordenado para eleições livres e democráticas”.
Após a crise na Tunísia, o Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovou uma série de medidas de apoio ao país. A chefe da Diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, elogiou a reação popular na Tunísia. "[Presto minha] admiração pela coragem e determinação demonstradas pelo povo da Tunísia pela luta em favor da democracia", disse ela. “Nós queremos ajudá-los a avançar, usando nossos valores fundamentais, a criação das instituições, apoiando a promover as eleições”, acrescentou.
Ashton também elogiou a criação, na Tunísia, de três comissões – uma para analisar a questão da reforma política, outra para investigar denúncias de violência e a última para apurar as acusações de  corrupção. A chefe da Diplomacia conversou com o novo ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, Ahmed Ounaies.
(Com informações da Agência Brasil)
Os protestos pela saída do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder,
no Egito tornaram-se violentos nesta quarta-feira 02. As manifestações,
que vinham sendo pacíficas há dias, acabaram em um conflito generalizado
hoje, quando policiais à paisana e grupos a favor de Mubarak enfrentaram
os manifestantes na praça Tahrir.
A manifestação convocada para ontem reuniu quase dois milhões de pessoas
na praça. O protesto contra Mubarak começou na semana passada, inspirado
pelo sucesso da revolta na Tunísia, que derrubou o presidente do país,
Ben Ali. Na noite da terça-feira, Mubarak tentou aliviar a pressão dos
protestos fazendo um pronunciamento no qual garantiu que não se
candidatará mais uma vez nas eleições presidenciais de setembro.
O discurso do ditador não foi o suficiente para dispersar os
manifestantes, que prometeram continuar na praça Tahrir até que ele
deixasse o poder. Enquanto cumpriam a ameaça, os manifestantes foram
atacados, já na quarta-feira, por grupos de apoiadores de Mubarak.
Pessoas que estão no protesto e relatos da rede de TV Al Jazeera
afirmaram que vários dos "apoiadores" eram, na verdade, policiais
disfarçados. O governo egípcio, obviamente, nega.
O enfrentamento deixou mais de 500 feridos, segundo a Al Jazeera. Ainda não há números exatos, mas a estimativa é de que cerca de 100 pessoas tenham morrido na praça Tahrir. Coquetéis molotov foram jogados contra o Museu Egípcio, o mais importante da capital, mas não há informações sobre quem os atirou. Também houve violência em Alexandria e Suez, cidades com protestos acompanhando os do Cairo.
Em um pronunciamento oficial no fim da tarde, o secretário de Imprensa
da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que, para o governo americano, a
"transição precisa começar imediatamente" e que a violência precisa
parar. "O presidente Mubarak tem uma oportunidade de mostrar ao mundo quem ele realmente é, se iniciar essa transição imediatamente", disse Gibbs. O apoio a Mubarak, dado pelos EUA desde o início de seu reinado,
parece ruir a passos largos enquanto a população egípcia ocupa as ruas.
Debate na Europa

A crise no Egito virou tema de discussões no Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica. As sessões ocorreram hoje e se estenderão até amanhã.
O Parlamento Europeu tem 736 membros, mas em geral cerca de 300 participam das sessões. A União Europeia defendeu que as autoridades egípcias promovam um processo de transição “ordenado para eleições livres e democráticas”.
Após a crise na Tunísia, o Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovou uma série de medidas de apoio ao país. A chefe da Diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, elogiou a reação popular na Tunísia. "[Presto minha] admiração pela coragem e determinação demonstradas pelo povo da Tunísia pela luta em favor da democracia", disse ela. “Nós queremos ajudá-los a avançar, usando nossos valores fundamentais, a criação das instituições, apoiando a promover as eleições”, acrescentou.
Ashton também elogiou a criação, na Tunísia, de três comissões – uma para analisar a questão da reforma política, outra para investigar denúncias de violência e a última para apurar as acusações de  corrupção. A chefe da Diplomacia conversou com o novo ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, Ahmed Ounaies.
(Com informações da Agência Brasil)

registrado em: , ,