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Parlamento não consegue eleger presidente, e Grécia terá nova eleição

por Deutsche Welle publicado 29/12/2014 12h59, última modificação 29/12/2014 13h04
Candidato do governo, Stavros Dimas, não alcança maioria na terceira rodada de votação, o que leva à dissolução do Parlamento. Eleições acontecem já em janeiro de 2015.
AFP
Stavros Dimas

O candidato do governo Stavros Dimas obteve 168 votos entre os 300 deputados, pouco menos do que os 180 necessários para ser eleito.

Os parlamentares gregos não conseguiram escolher um novo presidente para o país na terceira e última rodada de votação, nesta segunda-feira (29/12). O candidato do governo e único a disputar o pleito, o ex-comissário europeu Stavros Dimas, obteve 168 votos entre os 300 deputados, pouco menos do que os 180 necessários para ser eleito.

De acordo com a Constituição grega, eleições gerais devem agora ser convocadas, o que deixa os mercados financeiros internacionais e os parceiros da Grécia na União Europeia (UE) em clima de apreensão e incerteza. Essa situação pode abalar a economia grega, que dá frágeis sinais de recuperação.

Na Grécia, o presidente não é eleito diretamente pelo povo, mas pelo Parlamento. Como Dimas – candidato do primeiro-ministro, Antonis Samaras – falhou nas três rodadas de votação, um novo Parlamento deverá ser eleito pela população em 25 de janeiro de 2015, anunciou Samaras nesta segunda-feira. De acordo com a Constituição, o atual Parlamento terá de ser dissolvido dentro de dez dias.

O partido de esquerda Syriza, que quer renegociar o acordo de ajuda à Grécia com a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI) e reverter algumas medidas de austeridade, vem aparecendo à frente na preferência dos eleitores em pesquisas de opinião. Mas a vantagem sobre o partido conservador Nova Democracia, de Samaras, tem diminuído.

No último fim de semana, Samaras apelara aos parlamentares para que apoiassem Dimas, mas se recusou a oferecer mais concessões e disse estar confiante sobre a vitória de seu partido em qualquer eleição.

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