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Papa adere à campanha por solução negociada sobre soberania das Malvinas

por Agência Brasil publicado 20/08/2015 12h01, última modificação 20/08/2015 16h11
O Papa Francisco se uniu a outros sete ganhadores do Prêmio Nobel em uma campanha que pede o diálogo entre Argentina e Reino Unido para encontrar uma solução pacífica para as Malvinas
Eduardo Santillán / Presidencia de la República del Ecuador

O papa Francisco aderiu a uma campanha que pede ao Reino Unido que aceite dialogar com a Argentina sobre a posse das Ilhas Malvinas – ou Falkland Islands para os britânicos. O remoto arquipélago, no Atlântico Sul, é motivo de disputa entre os dois países há dois séculos. Em 2013, a Argentina já havia pedido a intervenção do Papa na disputa pelas Ilhas Malvinas.

Os argentinos reivindicam a soberania das ilhas, que herdaram da Espanha e foram ocupadas pelo Reino Unido. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera o arquipélago um território em disputa e há 50 anos emitiu a Resolução 2.065, instando os dois países a buscarem uma solução negociada.

Mas, o Reino Unido considera que o futuro das ilhas deve ser decidido pelos próprios moradores, reivindicando o princípio de autodeterminação dos povos. A Argentina diz que o princípio só se aplica a uma população nativa e os moradores das Malvinas são descendentes dos colonos britânicos.

A disputa resultou numa guerra, em 1982, quando os militares argentinos tentaram recuperar o arquipélago e foram derrotadas pelas Forças Armadas britânicas. Mas, a Argentina continua reivindicando a soberania das ilhas. Este ano, no cinquentenário da Resolução 2.065, foi lançada uma campanha pedindo diálogo entre os dois países para dar por encerrada a questão.

Sete ganhadores de Prêmio Nobel endossaram a campanha. E o papa – que é argentino – tirou uma foto com o cartaz que diz: É tempo de diálogo entre a Argentina e o Reino Unido pelas Malvinas. A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, divulgou a foto pelas redes sociais nesta quarta-feira 19.

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