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Somália

País pode enfrentar surto de doenças

por Redação Carta Capital — publicado 30/09/2011 17h07, última modificação 30/09/2011 17h09
Em meio à crise fome, Médicos Sem Fronteiras vacina crianças contra sarampo; ONGs alertam para o avanço de cólera e malária

Passando pela mais intensa seca dos últimos 60 anos e uma crise de fome que atinge mais de 4 milhões de pessoas, segundo as Nações Unidas, a Somália agora pode enfrentar uma epidemia de sarampo, malária e cólera.

A organização internacional de Direitos Humanos Médicos Sem Fronteira informou que mais de 50% das crianças desnutridas tratadas em seus dois centros na capital Mogadíscio têm sarampo.  De acordo com a instituição, um surto coloca a vida de milhares de pessoas em risco e, por isso, vacinou mais de 30 mil crianças no país em setembro.

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Na última semana, 20 grupos de ajuda humanitária também alertaram para a possibilidade das chuvas sazonais espalharem diversas doenças, como cólera e malária, aos deslocados internos, já em condições vulneráveis de saúde.

Outras regiões

No Sul do país, os deslocados internos também começam a se acumular na cidade de Marere e arredores, com cerca de cinco mil pessoas fugindo da seca e dos conflitos internos. A MSF tenta controlar surtos de cólera e sarampo na região, mas afirma que o acesso é limitado.

A instituição montou um centro de tratamento de cólera no hospital de Marere e já atendeu 80 pacientes com a doença nas últimas semanas, o que colocou a MSF em estado de alerta, pois a transmissão ocorre facilmente e é necessário o isolamento dos contaminados.

A situação crítica, como a escassez de água potável e as condições de saneamento básico, além do estado debilitado da população, propicia o avanço de doenças. O MSF aconselha uma vacinação em massa nessa região, mas não possui autorização do governo.

Segundo a ONU, as taxas nutricionais e de saúde dos deslocados internos, que na capital já chegaram a passar de 400 mil pessoas, deterioram. Em Mogadíscio, os índices de diarreia e sarampo preocupam e a taxa de mortalidade entre crianças menores de cinco anos é elevada: 15,43 mortos a cada dez mil por dia.

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