Você está aqui: Página Inicial / Internacional / ONU exige explicações sobre pedofilia à Igreja Católica

Internacional

Igreja

ONU exige explicações sobre pedofilia à Igreja Católica

por AFP — publicado 10/07/2013 14h39, última modificação 10/07/2013 14h46
Vaticano terá que apresentar "informações detalhadas" sobre casos de violência sexual contra crianças cometidos por membros do clero
AFP
Papa Francisco

Francisco terá que lidar com acusações de pedofilia envolvendo membros da Igreja Católica

GENEBRA (AFP) - O Vaticano, que tem um posto de observador permanente na ONU, foi convidado pela primeira vez, pelas Nações Unidas, a dar explicações detalhadas sobre os abusos sexuais e a violência contra crianças na Igreja Católica.

Assim como todos os países membros da Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças, a Santa Sé deve responder regularmente por suas ações aos especialistas das Nações Unidas.

Segundo o procedimento, os especialistas da ONU publicaram na segunda-feira 8 uma lista de perguntas que o Vaticano deve responder, "se possível", até 1º de novembro. A Santa Sé será interrogada pela ONU em janeiro de 2014 em Genebra.

Esta é a primeira vez em que são apresentadas perguntas precisas ao Vaticano, informou uma porta-voz do Comitê dos Direitos da Infância.

A lista de perguntas elaborada pelo Comitê pede ao Vaticano, "levando em consideração o fato de que a Santa Sé reconheceu casos de violência sexual contra crianças cometidos por membros do clero, irmãos e irmãs em vários países", que apresente "informações detalhadas sobre todos os casos".

A ONU deseja conhecer as medidas que foram adotadas pela Igreja Católica para punir os culpados de abusos sexuais contra as crianças. Também quer saber o que o Vaticano faz para que nenhum membro do clero acusado de pedofilia tenha contato com crianças e as medidas para apoiar as vítimas.

O Comitê quer conhecer ainda as medidas para condenar e evitar os castigos físicos praticados em alguns centros de ensino católicos, assim como os progressos realizados para evitar uma educação discriminatória entre sexos nas escolas religiosas.

Leia mais em AFP Movel.

registrado em: ,