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Ofensiva internacional contra Assad começou, diz jornal

por Redação — publicado 22/08/2013 18h26
Aparente ataque químico poderia ser resposta do regime ao avanço de tropas rebeldes apoiadas por soldados de Israel, da Jordânia e agentes da CIA
Fouad / AFP

Uma reportagem do jornal francês Le Figaro, publicada nesta quinta-feira 22, levanta uma nova possibilidade para o aparente ataque químico ocorrido na quarta-feira 21 em Ghouta, subúrbio de Damasco, a capital da Síria. O ataque seria uma resposta do regime de Bashar al-Assad a uma suposta ofensiva de rebeldes apoiada por Estados Unidos, Jordânia e Israel.

De acordo com o Le Figaro, um grupo de 300 combatentes sírios "escolhidos a dedo" teria cruzado a fronteira entre a Jordânia e a Síria em 17 de agosto, acompanhado por soldados jordanianos e israelenses e agentes da CIA, a principal agência de Inteligência dos Estados Unidos. Um segundo grupo teria se juntado a este primeiro dois dias depois. Os combatentes estariam a caminho de Damasco e a entrada de forças internacionais organizadas no conflito teria provocado a resposta de Assad. A publicação francesa lembra que, em julho de 2012, o governo sírio afirmou que suas armas não convencionais só seriam usadas "em caso de agressão externa".

A entrada de tropas estrangeiras na Síria, diz o jornal, teria como intenção a tentativa de estabelecer uma espécie de "zona tampão" de domínio rebelde. Essa zona, então, seria protegida por uma zona de exclusão aérea estabelecida por aviões e mísseis estrangeiros, nos mesmos moldes do plano inicial usado na Líbia. Esta estratégia ajudaria a explicar por que os Estados Unidos enviaram baterias de mísseis Patriot e caças F-16 para a Jordânia.

A presença de agentes da CIA na fronteira da Jordânia com a Síria não seria uma novidade. Em junho, o jornal Los Angeles Times publicou reportagem na qual afirma que a agência montou um campo de treinamentos na Jordânia, uma informação negada pelo governo jordaniano.

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