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Internacional

Relatório

Mundo tem mais de 45 milhões de refugiados, diz Acnur

por Agência Brasil publicado 19/06/2013 11h07, última modificação 19/06/2013 11h45
Segundo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, genocídio em Ruanda, desmantelamento da ex-Iugoslávia e crise na Síria agravaram a situação
JOSEPH EID / AFP PHOTO
crianças sírias líbano

Crianças sírias, cuja mãe foi morta ao tentar fugir da violência em Qusair, em campo de refugiados em Arsal, no Líbano

Às vésperas do Dia Mundial do Refugiado, comemorado em 20 de junho, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou que existem hoje 45,2 milhões de pessoas no mundo que vivem fora de seus países como refugiados. De acordo com o órgão, a maioria é formada de deslocados por conflitos. Trata-se do número mais elevado desde 1994. As guerras são a principal motivação dos pedidos de refúgio e nem crianças e adolescentes desacompanhados escapam dos esforços para viver longe dos conflitos.

O alto comissário para os refugiados, António Guterres, disse que a situação foi agravada pelo genocídio em Ruanda (África) e as consequências do desmantelamento da ex-Iugoslávia. Mas há também a crise na Síria, que dura 26 meses, e os conflitos envolvendo os palestinos e israelenses.

Os confrontos armados são a principal motivação dos deslocamentos, pois mais da metade (55%) dos refugiados no mundo são originários do Afeganistão, da Somália, do Iraque, da Síria e do Sudão. O Paquistão é o principal receptor de refugiados, com um total de 1,6 milhão de pessoas no fim de 2012. Em segundo lugar está o Irã, com 868,2 mil, depois a Alemanha, com 589,7 mil, e o Quênia, com 565 mil.

As conclusões estão no relatório Acnur, Tendências Globais 2012.  Pelos dados, no fim de 2012 o número total de exilados dentro ou fora de seus países chegou a 45,2 milhões: 15,4 milhões de refugiados, 937 mil requerentes de asilo e 28,8 milhões de deslocados internos.

Para Guterres, o "grande desafio humanitário" é cuidar das crianças que representarão 46% do total de refugiados. No ano passado, foi registrado o número recorde de 21,3 mil pedidos de asilo de crianças e adolescentes com menos de 18 anos, sem os responsáveis.

*Publicado na Agência Brasil

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