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Militares paquistaneses venderam tecnologia nuclear, revelam documentos

por Redação Carta Capital — publicado 08/07/2011 17h31, última modificação 08/07/2011 17h33
Após confessar ter contrabandeado centrífugas para enriquecimento de urânio em 2004, líder do programa nuclear do país havia negado participação do governo

O pior caso de contrabando de tecnologia nuclear do mundo ganhou novos contornos com a revelação de novos documentos na quinta-feira 7. Em 2004, o pai do programa nuclear do Paquistão confessou ter vendido partes e instruções de uso de centrífugas de alta velocidade no enriquecimento de urânio para Líbia, Irã e Coréia do Norte. À época, ele negou o envolvimento do país, mas os papéis liberados implicam dois generais paquistaneses nas transações, pagas em dólares e jóias.

Os documentos, liberados pelo próprio AQ Khan – que também já declarou ter sido persuadido a não apontar o envolvimento do Paquistão em troca de sua liberdade -, tiveram trechos publicados pelo jornal americano Washington Post. O diário destaca uma carta em inglês de um oficial sênior norte coreano para Khan em 1998, na qual cita o pagamento de três milhões de dólares ao ex-chefe do Exército paquistanês, o general Jehangir Karamat, e outro meio milhão ao tenente-general Zulfiqar Khan, envolvido nos testes de bombas nucleares do país.

A rede de contrabando, que favorecia o desenvolvimento dos programas de armas nucleares de Líbia, Irã e Coréia do Norte, foi desmontada em 2003. Porém, os governos ocidentais mantêm-se preocupadas, uma vez que não há certeza de que as vendas foram  interrompidas de fato.

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