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Oriente Médio

Manifestações na Argélia e no Iêmem pedem novo regime

por Redação Carta Capital — publicado 12/02/2011 16h48, última modificação 13/02/2011 08h21
Os dois países árabes se inspiraram nos egípcios e também clamam por democracia. Milhares foram às ruas neste sábado 12. Da redação

Os dois países árabes se inspiraram nos egípcios e também clamam por democracia

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Sana, a capital do Iemêm, na tarde deste sábado 12, pedindo a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh. Os iemênitas se inspiraram na revolução egípcia que durou 18 dias, culminando com a saída do ditador Hosni Mubarak que estava há 30 anos no poder, gritando “Depois de Mubarak é a vez de Ali” e “Uma revolução iemênita após a revolução no Egito”.

De acordo com a reportagem da emissora árabe Al Jazira, cerca de 300 pessoas de grupos de apoio e oposição do governo se confrontavam com facas e paus. O presidente Saleh, no poder desde 1978, prometeu na semana passada deixar o governo em 2013 e que não vai passaria o poder a seu filho.

O governo vem planejando desde o mês passado elevar os salários dos funcionários públicos e os militares. Cerca de 40% dos 23 milhões de iemenitas vivem com menos de dois dólares por dia e um terço da população passa fome.

Argélia As forças de segurança argelinas e manifestantes pró-democracia entraram em conflito na capital Argel também neste sábado. Pelo menos 2.000 manifestantes se reuniram na praça Primeiro de Maio pedindo a reforma política. As forças de segurança fecharam todas as entradas para Argel e prendeu centenas de manifestantes.

Há dois meses a população protesta contra o desemprego, os custos elevados dos alimentos e habitação e contra corrupção no governo.

No início deste mês, o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, disse que tomaria medidas de emergência para deter o desemprego.

Oriente Médio - Desde o início do ano o mundo árabe vive sob uma onda de protesto contra governo ditatoriais. Primeiro houve a queda do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali , no poder há 23 anos, após grandes manifestações no país. Nesta sexta-feira 11, Hosni Mubarak, presidente do Egito, renunciou.

O Rei Abdullah, da Jordânia, substituiu seu primeiro-ministro Samir Rifai por Marouf Bakhit após protestos na semana passada; e o governo de Bahrein, ao leste da Arábia Saudita, também fez várias concessões nas últimas semanas, inclusive prometendo aumento dos gastos sociais.

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