Você está aqui: Página Inicial / Internacional / Kaddafi está morto, diz cônsul líbio

Internacional

Líbia

Kaddafi está morto, diz cônsul líbio

por Redação Carta Capital — publicado 20/10/2011 09h07, última modificação 20/10/2011 17h21
O cônsul-geral da Líbia no Brasil, Mohammed Ninfat, confirma a morte do ditador. Agências internacionais já divulgaram supostas imagens do coronel ensanguentado

O Conselho Nacional de Transição (CNT) e a emissora de televisão Líbia Livre afirmaram nesta quinta-feira 20 que o ditador do país, Muammar Kaddafi, foi capturado esta manhã junto com seu filho Mouatassim, antigo chefe dos serviços de segurança Mansour Daou e o ex-chefe dos serviços secretos Abdallah Senoussi. Segundo informações iniciais, ele estaria com as duas pernas feridas por tiros. Uma televisão pró-Kaddafi desmentiu no seu site a informação de que o ex-líder teria sido capturado.

No Brasil, cônsul-geral da Líbia, Mohammed Ninfat, disse à Agência Brasil que obteve informações confirmando a morte do presidente líbio, Muammar Khadafi. Mas ele disse que está com dificuldades de falar com integrantes do Conselho Nacional de Transição (CNT). Ninfat é o chefe da Embaixada da Líbia em Brasília, pois a representação está sem embaixador. O clima na representação diplomática é de comemoração e festa. A bandeira da oposição a Khadafi está hasteada no local.

"O momento é de celebração. Mas precisaremos da ajuda da comunidade internacional. O Brasil, por exemplo, pode nos ajudar para a retirada de minas terrestres, colocadas por ordem de Khadafi em vários locais da Líbia”, disse o cônsul, lembrando que as cidades que mais sofrem por causa das minas são Brega e Zliten.

Nem Estados Unidos nem a OTAN confirmam ou negam a captura do coronel. Mas em conversa ao telefone com a agência de notícias Reuters, o líder do CNT Mustafa Abdel Jalil teria confirmado a captura.

Kaddafi estava desaparecido desde que o CNT assumiu o comando da capital, Trípoli, e das principais cidades líbias.

Por meio de mensagens de áudio, enviadas a uma emissora síria, Kaddafi mantinha contato com a população líbia. Nas últimas gravações, ele disse que resistiria à pressão “até o final” e pediu que os líbios fiéis a ele fizessem o mesmo. Kaddafi informou ainda que não deixaria a Líbia.

Em setembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu que a Interpol, a polícia internacional, capturasse Kaddafi e seus aliados. Em março, o tribunal anunciou que o presidente líbio e seus colaboradores serão julgados por crime contra a humanidade, como violação aos direitos humanos, assassinatos e estupros.