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Justiça egípcia decreta prisão preventiva para Mursi

por Redação — publicado 26/07/2013 10h20
Presidente é acusado de cumplicidade em ataques imputados ao palestino Hamas durante a revolta de 2011 que derrubou Mubarak
FAYEZ NURELDINE / AFP PHOTO
egito mursi

Partidários de Mursi no Cairo

Um tribunal do Cairo ordenou a detenção do presidente islamita deposto Mohamed Mursi por suposta cumplicidade em ataques imputados ao palestino Hamas (que controla a Faixa de Gaza) e por uma fuga da prisão no início de 2011. A decisão, que foi informada pela agência oficial Mena nesta sexta-feira 26, foi classificada pela Irmandade Muçulmana como uma "vingança do antigo regime" de Hosni Mubarak contra Mursi.

Mursi, detido em um local não divulgado pelo Exército desde sua destituição, em 3 de julho, permanecerá em prisão preventiva por 15 dias. O procedimento se centra em seu suposto envolvimento em ataques contra a polícia sob o regime de seu antecessor Hosni Mubarak, imputados ao Hamas, e em sua fuga da prisão de Wadi Natrun no mesmo período.

“Essas acusações soam como uma vingança do antigo regime e indicam que ele retorna com força", disse à AFP Gehad el-Hadad, porta-voz da Irmandade Muçulmana no Egito, grupo do qual Mursi faz parte.

No dia 23 de junho um tribunal egípcio estabeleceu que o Hamas e o movimento xiita libanês Hezbollah estiveram envolvidos na fuga de prisioneiros, entre eles Mursi, durante a revolta no início de 2011 que derrubou o então presidente Hosni Mubarak.

ONU. Na quinta-feira 25, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, exigiu que os militares egípcios libertassem Mursi e outros líderes da Irmandade Muçulmana. "Ban exige que haja uma revisão de seus casos com transparência e sem demora", disse o porta-voz da ONU Eduardo del Buey.

Mursi e vários líderes da Irmandade Muçulmana estão detidos desde que os militares o derrubaram do poder, no dia 3 de julho, em meio a uma onda de protestos contra o governo islâmico.

Ban "pede às autoridades interinas que garantam a lei e a ordem", e insiste na necessidade de um "diálogo nacional e de um processo de reconciliação inclusivo"

Nesta sexta-feira 26, partidários e adversários de Mursi se enfrentaram a pedradas durante manifestações no bairro popular de Chubra, no Cairo. Segundo fontes, opositores queimaram fotografias de Mursi e lançaram garrafas contra a manifestação de seus partidários, enquanto os habitantes tentavam se colocar entre eles.

*Com informações da AFP