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Inspirados pelas revoluções árabes, jovens tomam as ruas na Espanha para protestar

por Redação Carta Capital — publicado 19/05/2011 09h35, última modificação 19/05/2011 11h51
Sem emprego e sem estudo, milhares de manifestates acampam desde domingo em diversas cidades em protesto contra as condições sociais às vésperas das eleições

Inspirada pelas revoluções árabes e na revolta dos estudantes da Grécia em meio à crise econômica internacional,  uma série de protestos contra a política nacional e as condições sociais do país tomam conta da Espanha desde o último domingo 15.

As manifestações, divulgadas pelas redes sociais na internet e organizadas por um grupo denominado Democracia Real Já, foram iniciadas pela organização Democracia Já e levaram às ruas mais de 130 mil pessoas, segundo o site da instituição. Entre os manifestantes estão milhares de jovens, os ni ni, em uma referência aos que nem estudam nem trabalham, desempregados e integrantes de grupos sociais, que acampam em cerca de 50 cidades do país, como Barcelona, Valência, Málaga, La Coruña e Sevilha.

Os protestos têm como alvo as medidas de austeridade anunciadas pelo governo espanhol, com a tentativa de salvar bancos das dívidas e o aumento da idade mínima para a aposentadoria - de 65 pra 67 anos.

O movimento, já apelidado de 15 de maio - em referência à data em que teve início-, tem a pretensão de seguir até o domingo 22, dia das eleições locais na Espanha. No entanto, os protestos foram proibidos em algumas regiões do país, inclusive em Madri, onde se concentra na Puerta del Sol. Em uma resolução aprovada durante a tarde de quarta-feira 18, a Junta Eleitoral considerou não haver "causas extraordinárias e graves que justifiquem a urgência da convocatória solicitada em 24 horas" - no país, em caso de manifestações, é preciso apresentar notificação 10 dias antes do protesto, o que não aconteceu.

Atrapalhando

A Junta também considerou que "o apelo ao voto responsável", um dos apelos dos manifestantes, que dizem não ter ligação com partidos, "pode afetar a campanha eleitoral e o direito dos cidadãos ao exercício do voto".

A Junta Eleitoral Central deve decidir ainda nesta quinta-feira 19 se os protestos serão autorizados ou não, em uma tentativa de unificar os posicionamentos, uma vez que houve uma série de decisões locais contraditórias.

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