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Condenado à morte

Indonésia confirma que brasileiro será executado

por Redação — publicado 25/04/2015 12h16, última modificação 25/04/2015 12h54
O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte poderá ser executado já nesta terça-feira 28. Família de Gularte e diplomatas brasileiros tentam reverter a decisão
AFP
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Rodrigo foi preso em 2004 no aeroporto de Jacarta com seis quilos de cocaína, escondidos em pranchas de surfe

O governo da Indonésia informou a família do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, neste sábado 25, que ele será executado. A execução ainda não tem data marcada, mas, se de fato acontecer, Gularte será o segundo brasileiro a ser executado por pena de morte no exterior.

Em janeiro deste ano, a Indonésia negou todos os pedidos de clemência feitos pela presidenta Dilma Rousseff e executou o brasileiro Marcos Archer, também condenado por tráfico de drogas. Na época, Dilma se disse "consternada e indignada" e chamou de volta o embaixador brasileiro em Jacarta, o que gerou um desconforto diplomático entre os dois países. Agora, tudo indica que a mesma situação se repetirá.

A lei indonésia prevê que os presos sejam informados sobre sua execução com 72 horas de antecedência, o que foi feito neste sábado, conforme informou a BBC. Com isso, a execução poderia ocorrer já nesta terça-feira.

Preso ao tentar entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe, em 2004, Gularte aguarda pela clemência do governo indonésio desde 2005, ano em que foi condenado à morte. Desde então, familiares e ONGs têm se mobilizado para evitar sua execução, contudo, sem sucesso. 

Sob a presidência de Joko Widodo, que assumiu em 2014, a Indonésia endureceu o combate às drogas e estabeleceu uma das leis anti-drogas mais rígidas do mundo. Hoje, condenados por tráficos de drogas podem ser condenados à pena de morte por fuzilamento e raramente têm seus pedidos de clemência atendidos. 

Para o presidente Widodo, as drogas geraram uma situação de "emergência"  na Indonésia. No entanto, até o momento, não há estatísticas confiáveis que relacionem o fortalecimento da repressão com a queda do tráfico e do consumo de drogas no país.  

Diante disso, a família de Gularte tenta convencer o governo indonésio a reverter a pena do brasileiro após ele ter sido diagnosticado com esquizofrenia. Segundo a BBC, uma equipe médica reavaliou o brasileiro na prisão em março à pedido da Procuradoria Geral indonésia, mas o resultado deste laudo não foi divulgado.

Diplomatas brasileiros se encontrariam com Gularte na prisão ainda neste sábado para informá-lo da execução.

Atualmente, mais de 130 presos estão no corredor da morte, sendo 57 por tráfico de drogas, informa a agência Associated Press. Entre os presos estão cidadãos de Austrália, França e Nigéria, além do brasileiro.