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Líbia

Kaddafi reage

por Gianni Carta publicado 10/03/2011 10h37, última modificação 25/10/2011 11h51
O ditador impõe duras derrotas aos rebelados, enquanto o Ocidente assiste perplexo aos conflitos

O ditador impõe duras derrotas aos rebelados, enquanto o Ocidente assiste perplexo aos conflitos

Há algo de novo na frente da guerra civil na Líbia: após sucessivos avanços, os rebeldes começaram a perder terreno e o ditador Muammar Kaddafi passou a contabilizar vitórias expressivas. Na quinta-feira 10, forças leais ao coronel anunciaram a recuperação do porto petroleiro de Ras Lanouf, cuja conquista foi um dos grandes trunfos da oposição, e diziam controlar a maior parte de Zawiya, a 50 quilômetros da capital, Trípoli. Misratah, outra cidade costeira estratégica, até então reduto rebelde, também parecia ameaçada pelas forças pró-Kaddafi. Mesmo em Bengazi, segunda maior cidade do país, reinava um clima de caos. E é de lá que o presidente do governo provisório do Conselho Nacional Líbio, Mustafá Abdul Jalil, coordena os rebelados.

Enquanto isso, Kaddafi buscava canais, cada vez mais escassos, de negociação com o Ocidente. Após a França reconhecer o governo rebelde como legítimo, os Estados Unidos, na mesma quinta 10, anunciaram o rompimento diplomático com Trípoli. Esperava-se para a sexta 11 uma decisão da Otan que poderia delimitar uma zona de exclusão aérea (no-fly zone) no céu líbio, o que neutralizaria os ataques dos aviões a serviço do ditador. Também a União Europeia, que havia suspendido os vistos e congelado os bens no exterior da família de Kaddafi e de vários de seus aliados, estudava novas sanções.

A França não considera, porém, a Otan “organização pertinente para uma ação coercitiva”. O governo de Nicolas Sarkozy, em linha com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, defende uma coalizão de voluntários que intervenha de forma mais direta no conflito. O objetivo seria impor uma no-fly zone com o apoio (secreto) de forças especiais no solo. A operação, que poderia ser colocada em prática no espaço de uma semana, implicaria um risco político pelo fato de poder provocar mortes de civis. Não estava claro se dela participariam os Estados Unidos.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 637, já nas bancas.

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