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Internacional

Conflito

Hora de ser ou não ser

por Redação Carta Capital — publicado 09/09/2011 10h53, última modificação 09/09/2011 10h58
Com a provável votação pelo reconhecimento da Palestina, as duas próximas semanas podem decidir o futuro do Oriente Médio

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deve ir à ONU pedir o reconhecimento e a admissão do Estado Palestino pela Assembleia Geral, a ser aberta em 19 de setembro. Hillary Clinton quis dissuadi-lo por telefone, sem sucesso. A Palestina já é reconhecida por 125 países, precisa de 129 votos e espera conseguir apoio de 140 dos 193 integrantes da ONU. Israel diz ter certeza de apenas cinco votos contrários, além do seu: EUA, Alemanha, Itália, Holanda e República Tcheca.

Em represália, a presidenta republicana da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Ileana Ros-Lehtinen, apresentou projeto de lei que corta pelo menos metade dos recursos dos EUA para a ONU, que chama de “organização antissemita”. Sob pressão do lobby sionista e de Israel, a subsecretária de Estado de Obama, Wendy Sherman, anunciou que os EUA vetarão a admissão da Palestina na ONU. Isso custará caro às relações de Washington com o mundo árabe e não impede o reconhecimento formal e suas consequências legais e políticas.

Como Estado não membro, mas reconhecido pela ONU (como é o caso do Vaticano), a Palestina poderá assinar tratados internacionais patrocinados pela organização, inclusive o Tratado de Roma, que criou a Corte Penal Internacional. E então processar Israel em Haia por crimes de guerra, inclusive a transferência forçada de populações e a criação de assentamentos judeus em suas terras desde o início da ocupação.

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