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Internacional

Joanesburgo

Homenagens a Mandela reúnem o maior número de chefes de Estado da história

por Agência Brasil publicado 10/12/2013 09h58, última modificação 10/12/2013 10h17
Recorde atual foi registrado no funeral do papa João Paulo 2º, com presença de autoridades de 70 países; mais de 90 chefes de Estado confirmaram presença
Stephane de Sakutin/AFP

O tributo desta terça-feira 10 ao ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, que morreu na última quinta-feira 5, reunirá o maior número de chefes de Estado da história. O recorde atual foi registrado no funeral do papa João Paulo 2º, em 2005, com a presença das autoridades máximas de 70 países. De acordo com o governo da África do Sul, mais de 90 chefes de Estado confirmaram presença e o número ainda não foi fechado.

A homenagem começou às 11h (7h no horário de Brasília), no Estádio Soccer City, palco da final da Copa do Mundo de 2010 e também, no mesmo dia, da última aparição pública de Mandela, desfilando em um carrinho de golfe e aplaudido por milhares de admiradores. O estádio tem capacidade para cerca de 80 mil pessoas.

Mas Madiba, apelido que remete ao clã daquele que é considerado o mais importante filho da África do Sul, não movimenta apenas dezenas de chefes de Estado e os milhões de sul-africanos que o têm como pai. Os aeroportos de Joanesburgo ficaram lotados nos últimos dias desde a morte de Mandela. Pessoas de todas as partes do mundo chegam para se despedir e prestar homenagem ao líder.

O voo de domingo 8 de São Paulo para Joanesburgo ficou totalmente lotado, e as últimas passagens foram vendidas por mais de três vezes o preço mais barato sem promoção. A imprensa de todo o mundo também veio registrar o momento histórico. No local em que o governo destinou ao credenciamento para a cobertura do funeral de Mandela, os jornalistas levaram, em média, cinco horas, no domingo e na segunda-feira, para conseguir uma credencial e ter acesso aos eventos.

O motorista Neggie, que trabalha para uma empresa que transporta pessoas em Joanesburgo, disse que a cidade não "lotou" nos últimos dias. "Está mais do que lotada", acrescentou. O clima na cidade mistura tristeza pela partida de Madiba e celebração de sua vida.

As imagens das bandeiras a meio-mastro em todo o país se misturam com danças e cantorias em homenagem ao ex-presidente que, em vida, despertou a curiosidade e a admiração de pessoas e líderes de todo o mundo e agora os atrai ao país para a despedida. Os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Dilma Rousseff estão entre os que fazem um pequeno discurso na despedida oficial.

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