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Exército egípcio dispersa manifestantes da praça Tahrir

por Redação Carta Capital — publicado 01/08/2011 17h08, última modificação 01/08/2011 17h08
Mês do Ramadã esfria protestos contra demora da instalação de governo democrático

A praça Tahrir, palco de uma das mais emblemáticas manifestações que ocorreram no mundo árabe neste ano, é novamente o centro das atenções dos governantes egípcios. Em protestos contra o governo interino, sob o comando do exército desde a queda do ditador Hosni Mubarak , há três semanas ativistas acampados reclamam da demora da instalação de um governo democrático no país.

Nesta segunda-feira 1º, as tropas do exército dispersaram algumas centenas de manifestantes disparando tiros para o alto. Apesar da repressão, alguns continuam por lá. O grupo 6 de abril, um dos principais movimentos contra o antigo regime, reagiu no mesmo dia, condenando a dispersão com uso da força. A dispersão acontece dois dias antes do julgamento de Mubarak, que renunciou em fevereiro após uma série de protestos na praça.

No último domingo 31 alguns manifestantes anunciaram que os protestos seriam suspensos para a comemoração do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos; outros garantiram presença na praça.

Ao fim do Ramadã, porém, a praça deverá ser tomada por mais ativistas já prometeram voltar ao local com pedidos de reforma do governo.

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