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Evo Morales poderá se reeleger outra vez na Bolívia

por AFP — publicado 21/05/2013 09h54
Com mais uma mudança na legislação, ele poderá ficar no poder até 2020
Freddy Zarco / Presidencia / AFP
Evo Morales

Morales durante discurso em Cochabamba, em 14 de maio. Ele poderá governar a Bolívia até 2020

O governo boliviano promulgou nesta segunda-feira 20 a lei que permite ao presidente Evo Morales concorrer a um terceiro mandato consecutivo, para o período 2015-2020, após a medida ser votada no Congresso e receber o aval do Tribunal Constitucional.

O vice-presidente Álvaro García, que preside o Congresso, promulgou a Lei de Aplicação Normativa em nome de Morales, que está nos Estados Unidos.

"Esta lei está abrindo o caminho, dando sinal verde para a candidatura do presidente Evo e do vice-presidente para competir democraticamente nas próximas eleições, em 2014", explicou o ministro da presidência, Juan Ramón Quintana.

Morales foi eleito em 2005 para o período 2006-2011, mas encurtou seu mandato para se candidatar em 2009 para o intervalo de 2010-2015, graças a uma recém-aprovada Constituição. Nela a República foi deixada de lado, dando lugar a um Estado Plurinacional.

O líder da Unidade Nacional (de oposição, centro direita), Samuel Doria Medina, manifestou sua decepção com a sentença e insistiu que Morales irá para o terceiro mandato, e não para o segundo, como defendem seus seguidores.

O debate surgiu em fevereiro passado, coincidindo com uma pesquisa do jornal "Página Siete", que apontou que "54% estão de acordo com a reeleição de Evo Morales".

Já uma pesquisa do jornal "El Deber", divulgada no último domingo, mostrou que "41% dos eleitores votariam em Evo Morales, enquanto que 53% não o fariam, se a eleição fosse hoje".

Na mesma matéria, Medina aparece como "o mais bem posicionado para disputar com Evo, embora concentre apenas 17% das preferências".

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