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Internacional

Guerra civil

EUA reconhecem conselho rebelde como autoridade legítima na Líbia

por Redação Carta Capital — publicado 15/07/2011 15h21, última modificação 15/07/2011 15h21
Decisão pode fazer com que fundos congelados pelas sanções das Nações Unidas sejam direcionados a Benghazi.

Em reunião do Grupo de Contato da Líbia, composto por mais de 30 países e blocos regionais, os Estados Unidos anunciaram que reconhecerão o Conselho de Transição Nacional, braço político dos rebeldes que lutam contra o ditador Muammar Kadafi, como a autoridade legítima da Líbia. Compõem o grupo a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a União Europeia e a Liga Árabe.

A reunião foi realizada nesta sexta-feira 15 em Istambul, na Turquia, e visou discutir os cinco meses de conflito no país. “Nós ajudaremos o Conselho de Transição Nacional a manter o seu comprometimento com a soberania, independência e integridade territorial e unidade nacional da Líbia”, disse a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

O ministro do Exterior da Itália, Franco Frattini, anunciou também que todos os integrantes do grupo decidiram reconhecer o conselho sediado em Benghazi como legítimo, um movimento que, segundo Frattini, deixa a Kadafi a única opção deixar o poder. A decisão será oficializada quando o documento final do encontro for divulgado ainda nesta sexta-feira 15.

Apesar de representar uma vitória simbólica para os rebeldes, a decisão pode ter algumas conseqüências práticas. O The New York Times e o Guardian destacaram que parte dos ativos líbios congelados pelas sanções das Nações Unidas ao redor do mundo pode ser destinada ao Conselho de Transição Nacional.

“Nós temos muitos fundos congelados ao redor do mundo, e agora cabe aos países decidir a liberação de uma porcentagem sob algumas condições”, disse, de acordo com o jornal norte-americano, Mahmoud Shammam, um porta-voz dos rebeldes.

Mesmo com o apoio oficial dessas nações, a resolução do conflito ainda é incerta. Muammar Kadafi tem veementemente negado qualquer intenção de deixar o poder e as forças rebeldes não conseguem se organizar em um bloco único e suficientemente forte que possa tomar Trípoli.

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