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EUA iniciam bombardeios contra radicais islâmicos no Iraque

por Deutsche Welle publicado 08/08/2014 13h50, última modificação 08/08/2014 13h52
Aviões americanos atacaram posições do "Estado Islâmico" perto da cidade de Erbil, no norte do país, pouco depois de Obama autorizar operações

Os Estados Unidos bombardearam nesta sexta-feira 8 posições de artilharia do "Estado Islâmico" (EI) no Iraque, perto da cidade de Erbil, no Curdistão iraquiano, no norte do país. Os ataques foram feitos por duas aeronaves do tipo F/A-18.

Segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby, os militantes islâmicos estavam usando a artilharia para atacar forças curdas que defendem Erbil, uma cidade onde soldados americanos estão estacionados. "Aviões militares americanos lançaram ataques contra a artilharia do Estado islâmico. A artilharia foi utilizada contra as forças curdas que defendem Erbil", declarou o porta-voz no Twitter.

Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia autorizado as Forças Armadas americanas a realizar ataques aéreos específicos a áreas ocupadas pelo autodenominado Estado Islâmico no Iraque. O líder americano também lançou uma operação humanitária para assistir refugiados no norte do país.

Segundo Obama, os ataques visam proteger minorias religiosas sitiadas no Iraque e também americanos ameaçados pelos militantes islâmicos em todo o país, especialmente caso os extremistas avancem sobre Erbil, capital da região curda semi-autônoma no norte iraquiano, onde existe um consulado dos EUA.

Os ataques aéreos devem ainda apoiar ações das forças iraquianas e curdas que tentam frear o cerco islamista a dezenas de milhares de yazidis – membros de uma religião curda com antigas raízes indo-europeias – no topo de uma montanha. Os refugiados enfrentam escassez de água, comida e remédios, segundo agências de notícias. Na noite desta quinta-feira, aviões americanos jogaram mantimentos sobre o local – cerca de 20 mil litros de água potável e 8 mil refeições.

"Podemos agir com cuidado e responsabilidade a fim de evitar um potencial ato de genocídio", afirmou Obama, descrevendo os militantes islâmicos como "bárbaros". "Se temos a capacidade única de ajudar a prevenir um massacre, acredito que os Estados Unidos não devem fechar os olhos", justificou o presidente.

Obama garantiu ainda que não haverá envio de forças americanas ao solo iraquiano e descartou ter a intenção de permitir que os EUA "sejam arrastados para uma nova guerra" no Iraque. O anúncio, porém, considerado a mais incisiva resposta americana à crise no Iraque até agora, aumenta o receio de uma nova investida militar no país – a primeira desde a retirada das tropas americanas em 2011 após uma guerra que durou uma década.

  • Edição Luisa Frey