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Embaixador israelense deixa Jordânia

por Redação Carta Capital — publicado 15/09/2011 11h09, última modificação 15/09/2011 15h01
Depois de sair da Turquia e Egito, Israel abandona também a Jordânia, com medo de manifestações, e se isola ainda mais

Com medo de manifestações violentas, o embaixador israelense na Jordânia deixou o país temporariamente. Com a saída, fecha-se o cordão de isolamento diplomático de Israel no Oriente Médio. A Jordânida é, junto com o Egito, o único país árabe aliado de Tel Aviv.

No sábado 10, manifestantes egípcios invadiram a embaixada israelense, forçando a fuga do embaixador. E na semana passada, Turquia e Israel cortaram relações diplomáticas devido a ataques feitos por Israel a um barco que levava ajuda humanitária a Gaza, deixando 9 turcos mortos em 2010.

Ativistas chamaram marchas contra a missão israelense na capital Amã. No sábado, será decidido se o Daniel Nevo regressará para o país. Mesmo assim, o país manterá um pequeno corpo diplomático no local, sob forte proteção de seguranças jordanianos.

Desde o início do ano, a Jordânia vive a sua “Primavera Árabe”, com protestos constantes, sobretudo contra a alta nos preços dos alimentos. Apoiados também pela Irmandade Muçulmana, grupo que predomina no Egito, o movimento fortalece a visão pró-palestina e, consequentemente, anti-Israel.

Na Jordânia, também tem surgido um movimento anti-americano: na última quarta-feira, jordanianos se manifestaram para fechar a embaixada americana no país, após o Wikileaks revelar que os Estados Unidos cogitavam que a Jordânia se tornasse o destino de palestinos.

Em agosto, ataques israelenses deixaram 5 soldados egípcios mortos, instaurando a indisposição contra o país. Desde a Primavera Árabe, a tensão foi intensificada, uma vez que os acordos estabelecidos são todos da época dos governos que a população quer derrubar.

Em setembro, a ONU votará o reconhecimento do estado palestino, o que também deixa a situação ainda mais delicada, já que Israel se coloca contra.

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