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Internacional

Crise na Europa

Em decisão inédita, Espanha fecha as portas para a Romênia

por Redação Carta Capital — publicado 12/08/2011 11h17, última modificação 06/06/2015 18h57
A Comissão Europeia aprovou restrições para a entrada de romenos na Espanha, em decorrência dos altos índices de desemprego; mais de 800 mil romenos moram no país

Em uma tentativa de conter o desemprego e possíveis gastos sociais, a Comissão Européia autorizou na quinta-feira 11 que a Espanha barre a entrada de trabalhadores romenos até o fim de 2012. Com isso, a União Europeia abre precedentes para a volta das fronteiras entre os paises desde que a livre circulação virou lei.

A taxa de desemprego na Espanha atinge 21%, um dos países mais afetados pela desaceleração econômica do Europa. É a maior taxa do continente, que tem uma média de 9%. É a primeira que a volta das fronteiras para um caso concreto é permitida.

A Romênia entrou no bloco em 2007, ao mesmo tempo que a Bulgária, também do Leste Europeu. Em 2010, o número de romenos na Espanha passou de 388 mil para 823 mil. A maioria ocupa postos na construção civil e cerca de 30% também está desempregada. Apenas aqueles que já tiverem assinado contrato com empresas espanholas poderão ficar.

Nos últimos meses, devido a pressões da França e Itália para reduzir o fluxo da imigração árabe em decorrência dos conflitos da Líbia, a UE reviu o acordo de Schengen, que institui a livre circulação no bloco, . Há algumas semanas, a Dinamarca também criou medidas para conter a imigração na fronteira com a Alemanha.

O que muitos questionam é a efetividade da medida para amainar uma crise muito mais profunda e ativistas reclamam que a Espanha procura apenas um bode expiatório para acalmar a situação. Associações romenas criticam o fato da barreira ser feita com uma nacionalidade específica.

Pelos termos de adesão do bloco, os países poderiam fechar suas fronteiras caso provassem que estivessem atravessando uma grave crise.

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