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Em crise, Portugal gira a direita

por Redação Carta Capital — publicado 05/06/2011 23h11, última modificação 06/06/2011 10h20
Eleições tiram Partido Socialista, de José Sócrates, do poder após crise econômica e dá vitória ao conservador Social-Democrata, de Pedro Passos Coelho

Após a derrota dos socialistas na Espanha, a crise econômica europeia e a falta de perspectivas para o futuro vitimaram neste domingo 5 mais um governo de centro-esquerda na Europa.

Com 38,6% dos votos, o PSD (Partido Social Democrata, centro-direita conservadora) venceu as eleições legislativas deste domingo, após seis anos na oposição. O PS (Partido Socialista, de centro-esquerda), de José Sócrates, teve 28,1% dos votos e os democratas-cristãos do CDS-PP, 11,7%. O CDU teve 7,9% e o Bloco de Esquerda conseguiu 5,2% dos votos. 

O primeiro-ministro será o líder da oposição Pedro Passos Coelho, que um dia antes da votação prometeu que o país cumprirá seus compromissos financeiros. "A mensagem para o exterior é que não deixaremos de cumprir todas as obrigações", afirmou.

Sócrates, que governada como primeiro-ministro interino, foi obrigado a demitir-se do cargo no início do ano, após ver sua proposta para um pacote de austeridade ser rechaçado pelo parlamento. Pouco depois, o país teve de pedir um resgate financeiro a União Europeia, FMI e Comissão Europeia de 78 bilhões de euros e, em troca, se submeterá nos próximos anos a uma série de cortes sociais.

O PSD ficou com 105 deputados; o PS 73; o CDS-PP 24; o CDU 16 e o Bloco de Esquerda 8. Ainda há 4 cadeiras a serem definidas. Dos 5.554.002 votos computados, 1,4% foram nulos e 2,7% brancos. A abstenção chegou a 41,1%.

Antes da votação, as sondagens eleitorais também mostraram que os portugueses acreditam num cenário pessimista para os próximos anos. Uma pesquisa mostrou que 61% da população crê que, dentro de um ano, a situação econômica estará “pior” do que a atual.

Portugal enfrenta uma taxa de desemprego superior a 12% e uma economia que deve contrair 2% neste ano e no próximo.

O líder do PSD consolidou sua vitória nas eleições prometendo cortar gastos e dizendo que seria a liderança preferida dos países que doarão dinheiro a Portugal.

Com informações de Opera Mundi

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