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Egito isola embaixada israelense com um muro

por Redação Carta Capital — publicado 05/09/2011 14h49, última modificação 06/09/2011 19h57
Segundo autoridades egípcias, medida foi feita para proteger moradores do prédio, o que não evitou descontentamento; o local já foi palco de manifestações contra exército israelense. Foto: Mohammed Hossam/AFP

Com o intuito de evitar tensões entre residentes e manifestantes, o Egito iniciou a construção de um muro para isolar a embaixada de Israel no Cairo. Segundo as autoridades, a barreira, de aproximadamente 2,5 metros de altura, protegerá moradores que dividem o prédio com a embaixada.

A medida gerou descontentamento imediato na população. Na parede recém-erguida, já é possível ler a seguinte pichação: "As pessoas querem que o muro caia”. Desde a queda de Hosni Mubarak, o ditador que governou o país por 30 anos, as relaçãoes entre Israel e Egito permanecem delicadas. Em agosto, ataques israelenses na região de fronteira mataram agentes de segurança egípcios. O conflito gerou protestos em frente à embaixada. O ápice da manifestação foi quando um militante subiu no prédio e retirou a bandeira israelense.

Segundo a AFP, uma parte do muro já foi pintada com as cores da bandeira egípcia, branca, preta e vermelha. O governo egípcio garante que a construção não visa proteger a embaixada.

Enquanto isso, Israel assiste ao seu isolamento progressivo no Oriente Médio. Na última semana, a Turquia impediu retorno do embaixadaor israelense no país, Gabby Levy, para Ancara. Da mesma maneira, Israel ordenou que o embaixador turco deixasse o país. Com a medida, os países adiam indeterminadamente o conflito diplomático entre vizinhos. Em 2010, forças israelenses atacaram um barco de uma operação humanitária que seguia em direção a Gaza, matando oito cidadãos turcos e um americano.

Com a queda de Mubarak e as revoltas no mundo árabe, a diplomacia ainda não foi devidamente estabelecida com a nação judaica. Na época de Mubarak, líder que mantinha tratado de paz com o vizinho, manifestações como as que ocorreram em frente à embaixada no Cairo teriam sido reprimidas.

Israel tem se mostrado apreensivo com o novo cenário, mesmo que as movimentações tenham aumentado o número de parceiros democrátios na região.

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