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Dívida pública ameaça pagamento de benefícios para aposentados nos EUA

por Redação Carta Capital — publicado 13/07/2011 10h56, última modificação 13/07/2011 10h56
Sem consenso em negociações, há risco de não pagar os benefícios para aproximadamente 50 milhões de aposentados, veteranos e pessoas com deficiência no país

Após a quarta rodada de negociações da dívida pública americana entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os líderes partidários acabou nesta terça-feira 12 sem acordo, segundo a Agência Telam. A reunião durou cerca de duas horas, na Casa Branca.

No encontro, Obama disse que se não houver consenso, há risco de não pagar os benefícios para aproximadamente 50 milhões de aposentados, veteranos e pessoas com deficiência no país.

Para a Casa Branca, a oposição está analisando o caso da dívida como tema político, enquanto o governo defende que é uma questão nacional. "É uma sociedade democrática, não é um problema republicano. É um problema [norte-]americano", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Obama afirmou que "[há ameaça] porque não temos dinheiro nos cofres”. As conversas do presidente com os parlamentares envolve o pagamento de US$ 14,3 bilhões da dívida pública. Os republicanos, que fazem oposição à Casa Branca, são contrários à elevação do teto da dívida até que façam cortes significativos.

Paralelamente, os empresários norte-americanos informaram que apoiarão o governo na busca por um acordo sobre a dívida, mas que há preocupação e até uma certa impaciência.

A posição dos empresários foi exposta em carta conjunta assinada pelos grupos Business Roundtable, U. S. Câmara de Comércio e a Associação Nacional dos Fabricantes. O documento foi encaminhado ontem ao governo norte-americano.

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