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G20 estabelece metas para o crescimento econômico

por Deutsche Welle publicado 16/11/2014 15h20, última modificação 16/11/2014 15h34
Em encontro na Austrália, líderes globais definem aumento dos padrões de vida e geração de emprego como prioridades
Roberto Stuckert Filho/PR
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Em encontro na Austrália, líderes globais definem aumento dos padrões de vida e geração de emprego como prioridades

Após dois dias de conversações, a cúpula que reuniu líderes das principais economias industrializadas e emergentes do mundo na cidade australiana de Brisbane, chegou ao fim neste domingo 16, ofuscada por preocupações em torno do conflito na Ucrânia.

Em declaração final, os líderes do G20 disseram que a prioridade seria elevar os padrões de vida e criar empregos em todo o mundo por meio do crescimento. Em busca desse objetivo, os participantes da cúpula finalizaram um plano, delineado pelos ministros das Finanças no começo deste ano, para impulsionar a economia global.

O plano especifica 800 novas medidas que devem ser implementadas nos países-membros, com o objetivo de elevar o crescimento em 2,1 pontos percentuais acima das previsões para 2018. As medidas incluem passos para aumentar o investimento, melhorar o comércio e a infraestrutura, assim como estabelecer um sistema fiscal justo em nível internacional.

O comunicado afirmou ainda que os países do G20 pretendem quebrar as barreiras que impedem mulheres de se integrarem no mercado de trabalho, numa tentativa de se chegar a 100 milhões de novos empregos para mulheres até 2025.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, anfitrião da cúpula, disse que o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho pode impulsionar o crescimento econômico em "bilhões, senão trilhões."

Mudanças climáticas

Embora as questões econômicas tenham sido prioridade da agenda em Brisbane, os líderes mundiais discutiram uma série de outras questões, à margem da conferência – entre elas, as mudanças climáticas.

No sábado, os países do G20 declararam apoiar uma "ação forte e eficiente" contra as mudanças climáticas e se comprometeram a trabalhar por um acordo "legal vinculativo" na Conferência do Clima da ONU, no próximo ano, em Paris. Além disso, EUA e Japão anunciaram contribuições de 4,5 bilhões de dólares para o Fundo Verde da ONU.

Para diplomatas europeus, somente o fato de as mudanças climáticas terem sido incluídas na declaração final do encontro, apesar da resistência da Arábia Saudita e da Austrália, já pode ser considerado um sucesso. Recentemente, Camberra aboliu um imposto sobre emissões de carbono, atraindo críticas de ativistas do clima. Joe Hockey, secretário australiano do Tesouro, afirmou que o fórum adequado para discutir tais questões seriam as Nações Unidas, e não o G20.

Putin sob pressão

A atual crise na Ucrânia, marcada por conflitos entre separatistas pró-Rússia e tropas do governo ucraniano, dominou a maior parte das discussões do encontro – com o presidente russo, Vladimir Putin, sob forte pressão dos governos ocidentais, que o acusam de corresponsabilidade na crise.

Putin também enfrentou maciça condenação internacional pela anexação da Península da Crimeia e também pela derrubada do avião de passageiros da Malaysia Airlines, em julho último. Para os países ocidentais, o incidente teria sido supostamente causado por rebeldes pró-russos usando artilharia proveniente de Moscou.

O presidente russo foi o primeiro a deixar o encontro, partindo antes que seus colegas anunciassem o plano econômico. Em coletiva de imprensa em Brisbane, Putin declarou que apesar de "diferentes pontos de vista", as conversas no encontro foam "completas, construtivas e bastante úteis."

No sábado, Putin encontrou-se com outros líderes dos Brics (Brasil, Índia, China e África do Sul) e, à noite, conversou por mais de três horas com a chanceler federal alemã, Angela Merkel. O teor da conversa não foi revelado oficialmente, mas tudo levar a crer que girou em torno da crise na Ucrânia.

O próximo encontro de cúpula do G20 irá se realizar nos dias 15 e 16 de novembro de 2015 em Antalya, no sul da Turquia, país que assume agora a presidência rotativa do grupo.

CA/dpa/lusa/abr/rtr/afp

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