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Cuba se negou a receber Snowden por pressão americana

por AFP — publicado 26/08/2013 09h28
Jornal russo afirma que ilha caribenha informou a Moscou que voo com ex-consultor da NSA não seria autorizado a pousar no país
Philippe Lopez / AFP
Snowden

Cartaz em apoio ao delator dos programas de monitoramento da inteligência americana, Edward Snowden, em Hong Kong

MOSCOU (AFP) - Edward Snowden, atualmente refugiado na Rússia, viajou de Hong Kong a Moscou com a ideia de seguir para um país da América Latina via Cuba. Mas a ilha caribenha se negou a recebê-lo, segundo o jornal russo Kommersant, por pressões dos Estados Unidos.

De acordo com o Kommersant, que cita "fontes bem informadas", o ex-consultor dos serviços de inteligência dos EUA nunca chegou a embarcar em um voo com destino a Cuba porque as autoridades de Havana informaram a Moscou que o voo da Aeroflot não seria autorizado a pousar se transportasse Snowden.

Uma fonte afirmou que Washington havia advertido Cuba - assim como outros países - sobre as consequências de uma ajuda a Snowden.

De acordo com uma fonte do governo russo citada pelo jornal, o fugitivo americano, que fez uma primeira escala em Hong Kong, havia contactado representantes russos para explicar que pretendia viajar a um país da América Latina passando por Moscou e Cuba.

A fonte disse que Snowden permaneceu dois dias no consulado russo de Hong Kong.

De acordo com outra fonte, ligada ao ex-consultor dos serviços de inteligência americanos, o jovem, que nasceu em 21 de junho de 1983, chegou a festejar o aniversário no consulado russo nesta zona administrativa chinesa.

O ex-consultor da Agência Nacional de Segurança (NSA) que revelou ao mundo a dimensão da vigilância eletrônica americana, desembarcou em 23 de junho no aeroporto Sheremetievo de Moscou, procedente de Hong Kong.

Mas Snowden não embarcou no avião da Aeroflot com destino a Cuba, apesar de estar registrado no voo.

Pouco depois da chegada do americano a Moscou, o presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia não estava a par de nada e que o desembarque havia sido "totalmente inesperado".

Washington pediu em várias ocasiões a extradição de Snowden para os Estados Unidos, onde ele é acusado de espionagem.

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