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Comissão Europeia anuncia ajuda de 11 bilhões de euros à Ucrânia

por Redação — publicado 05/03/2014 10h56
Forças russas assumiram o controle parcial de duas bases de lançamento de mísseis na Crimeia, no Mar Negro

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, anunciou nesta quarta-feira 5, em Bruxelas, um pacote de ajuda financeira à Ucrânia de 11 bilhões de euros. O pacote, segundo Durão Barroso, combina verbas do Orçamento da União Europeia, do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (Berd).

Do orçamento da União Europeia vão sair 3 bilhões de euros nos próximos anos, 1,6 bilhão de ajuda financeira (empréstimos) e 1,56 bilhão de ajuda ao desenvolvimento (subvenções). Durão Barroso destacou que a ajuda macroeconômica poderá ser enviada já nas próximas semanas. Por outro lado, o BEI vai financiar a Ucrânia com uma verba que pode chegar a 3 bilhões de euros, e o Berd, com 5 bilhões.

O pacote, de curto e médio prazo, será discutido na quinta-feira 6 pelos chefes de Estado e de governo da União Europeia, que se reúnem em um Conselho Europeu extraordinário, convocado para debater a Ucrânia.

Pressão. Em Kiev, na terça-feira 4, o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou uma oferta de crédito de 1 bilhão de dólares à Ucrânia e com um alerta ao presidente russo, Vladimir Putin, que segundo ele está criando "um pretexto" para invadir a península ucraniana da Crimeia. A ajuda americana deverá complementar um crédito maior concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país.

Ainda na terça-feira, Washington suspendeu cooperações miliares e econômicas com a Rússia. O Congresso dos EUA também estaria estudando uma maneira de propor a imposição de punições na legislação.

"É um ato de agressão [por parte da Rússia] na Ucrânia", disse Kerry. "Acho que está claro que a Rússia vem trabalhando forte para criar um pretexto que torne possível uma invasão maior."

O presidente americano, Barack Obama, reforçou o alerta dado por Kerry e disse que a Rússia não tem o direito de usar a força na região. "Acho que todo mundo reconhece que, ainda que a Rússia tenha interesses legítimos sobre o que ocorre no país vizinho, não tem o direito de usar a força como meio de exercer sua influência."

Crimeia. As forças russas assumiram o controle parcial de duas bases de lançamento de mísseis na Crimeia. De acordo com informações da AFP, na primeira, situada em Evpatoria (oeste), o posto de comando e o centro de controle da base permanecem sob domínio ucraniano, informou o Ministério da Defesa na Crimeia. A instalação, de onde os mísseis já haviam sido retirados, foi invadida na terça-feira 4 por 20 soldados russos, auxiliados por centenas de manifestantes pró-Moscou

Na outra, situada no cabo de Fiolent (sul), próxima ao porto de Sebastopol que abriga a frota do Mar Negro, as forças russas bloqueiam o edifício que abriga os mísseis, informou o oficial ucraniano Volodymir Bova. "Há mísseis, mas estão desarmados", completou.

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