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Chile registra mais um dia de protestos

por Agência Brasil publicado 17/08/2011 11h06, última modificação 18/08/2011 15h05
Barricadas são incendiadas nas principais ruas de Santiago. Manifestantes querem que a educação passe a ser observada como um direito social e universal

Por Renata Giraldi*

As principais ruas de Santiago, no Chile, amanheceram nesta quinta-feira 18 bloqueadas para evitar o agravamento de confrontos entre manifestantes e policiais. No entanto, barricadas foram incendiadas e o clima de tensão predomina na cidade. Em mais um dia de protestos, estudantes lideram a manifestação que cobra do presidente chileno, Sebastián Piñera, mais investimentos em educação e garantias da adoção de um sistema público de ensino superior.

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Nas manifestações de hoje, os policiais saíram às ruas para garantir que pedestres e motoristas consigam passar pelas principais avenidas de Santiago. O clima de apreensão é observado nas áreas próximas à Universidade de Chile – uma das mais importantes do país e que é privada.

O ministro da Educação do Chile, Felipe Bulnes, disse hoje que as modificações propostas pelo governo no novo Plano de Reforma da Educação incluem várias medidas reivindicadas pelos estudantes e professores. A ideia é reduzir os juros impostos nas mensalidades escolares e ampliar os recursos aplicados em educação.

Para Camila Vallejo, uma das líderes dos movimentos, o governo deve fazer com que a educação no Chile deixe de ser tratada como um produto comercializável e passe a ser observada como um direito social e universal.

Há cerca de três meses, estudantes, professores e integrantes de várias categorias se mobilizam em manifestações em protestos contra o sistema educacional do Chile. Houve tentativas de acordo, mas os líderes do movimento recusaram as propostas apresentadas pela equipe de Piñera. No começo desta semana, um grupo de estudantes completou 30 dias em greve de fome como protesto.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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