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Chamado de 'palhaço', presidente português recorre à Justiça

por AFP — publicado 24/05/2013 15h16
Ofensa de jornalista ao presidente pode ser punida com pena de três anos de prisão, ou multa, segundo artigo do código penal que Anibal Cavaco Silva citou para formular a queixa
Guillermo Legaria/AFP

LISBOA (AFP) - A Justiça portuguesa abriu uma investigação nesta sexta-feira 24 para determinar se o fato de tratar o presidente de "palhaço", como fez um escritor e jornalista português, vale uma queixa por injúria por parte do chefe de Estado.

"Já temos um palhaço. Ele se chama (Anibal) Cavaco Silva". A frase, manchete do Jornal de Negócios, foi pronunciada pelo jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares.

O escritor respondeu assim, em uma entrevista ao jornal, a uma questão sobre o eventual surgimento em Portugal de uma personalidade como o comediante, e agora político italiano, Beppe Grillo.

As palavras não agradaram o presidente, que pediu ao procurador da República que determinasse se o insulto poderia ser comparado a "uma ofensa à honra" do chefe de Estado. Uma investigação foi aberta.

"A ofensa à honra" do presidente pode ser punida com pena de três anos de prisão, ou multa, segundo artigo do código penal que Cavaco Silva citou para formular a queixa.

Sousa Tavares rapidamente admitiu, em declarações à agência Lusa, ter "exagerado" nas palavras. "Não tenho nenhuma consideração política por Cavaco Silva, mas tenho pelo chefe de Estado seja quem for", declarou.

O presidente português, cujo papel é essencialmente protocolar, é alvo frequente de piadas de seus compatriotas. Recentemente, ele foi foi ridicularizado por dizer que uma "intervenção de Nossa Senhora de Fátima" permitiu a Portugal, que recebe ajuda financeira, obter um novo prazo de seus credores.

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