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Berlusconi permanece no cargo

por Redação Carta Capital — publicado 14/12/2010 13h38, última modificação 14/12/2010 18h16
Votações apertadas na Câmara e no Senado mantêm, por ora, o primeiro-ministro da Itália

Votações apertadas na Câmara e no Senado mantêm, por ora, o primeiro-ministro da Itália

Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, viu nesta quarta-feira 14, o Senado votar contra o voto de desconfiança ao seu mandato e tem a permanência no cargo confirmada, ao menos por enquanto. Foram 162 votos a rejeitar o voto de desconfiança e 135 a favor. A votação na Câmara – que era tida como totalmente incerta na véspera - foi ainda mais apertada, 314 a 311, dos 630 deputados.

A moção de desconfiança foi apresentada pelo grupo Futuro e Liberdade para a Itália (FLI). Ele é liderado pelo presidente da Câmara, Gianfranco Fini, que se aliou à União Democrática de Centro (UDC) e à Aliança para Itália.

Caso  perdesse em qualquer uma das casas, Berlusconi teria de renunciar. Na metade de seu mandato de cinco anos, o primeiro-ministro enfrenta vários processos por corrupção e, no momento, é protegido por leis que ele próprio cuidou de fazer aprovar - e que a esquerda, mesmo quando esteve no poder, não se preocupou em cancelar.

Berlusconi respondeu a parte das acusações dizendo que "é melhor gostar de garotas jovens do que ser gay". Em outro episódio, o premiê telefonou ao chefe de polícia da cidade para tenta livrar uma garota de acusação por roubo.

A vitória não garante sossego a Berlusconi. A Liga do Norte havia afirmado na véspera: “ou temos uma vitória expressiva, uma maioria sólida, ou novas eleições”. Ela insiste na tese de novas eleições há tempos, ideia a qual Berlusconi resiste. Seus seguidores, entretanto, já disseram que “tudo bem, nas pior das hipóteses, novas eleições”.

Resta saber o que vai dizer o presidente da República, Giorgio Napolitano, a quem compete tomar a decisão a respeito.

Neste exato instante, ao contrário do que afirmou o New York Times, parece impossível que o presidente apoie a ideia das eleições, em um momento ainda de crise econômica. Além do que, o novo pleito implicaria em gastos que não seria conveniente enfrentar.

É, portanto, provável que Napolitano cultive a tese de um “governo técnico de responsabilidade nacional”.

De todo modo, a situação deve se esclarecer nas próximas horas, quando voltaremos ao assunto.

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