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Berlusconi em maus lençóis. Será julgado por três mulheres.

por Wálter Maierovitch publicado 15/02/2011 17h19, última modificação 17/02/2011 15h44
Além de aceitar abrir processos contra o premier por crimes de desfrutamento de prostituição infantil e concussão, a magistrada Censo aceitou o chamado “julgamento imediato”. Ou seja, um rito breve em face das provas existentes e que instruíram as acusações. Por Wálter Maierovitch
Berlusconi em maus lençóis. Será julgado por três mulheres

Além de aceitar abrir processos contra o premier por crimes de prostituição infantil e concussão, a magistrada Cristina Di Censo aceitou o chamado “julgamento imediato”. Ou seja, um rito breve em face das provas existentes e que instruíram as acusações. Por Wálter Maierovitch. Foto: AFP

1. O premier italiano Sílvio Berlusconi está em maus lençóis.

Não bastasse a repercussão internacional dos protestos de domingo, com mais de um milhão de mulheres nas ruas e praças a pedir a sua renúncia da chefia do governo italiano e respeito à dignidade feminina, o premier sofreu, hoje, mais dois duros golpes.

A juíza Cristina Censo cumpriu o prazo de cinco dias previsto em lei.

Além de aceitar abrir processos contra o premier por crimes de desfrutamento de prostituição infantil e concussão, a magistrada Censo aceitou o chamado “julgamento imediato”. Ou seja, um rito breve em face das provas existentes e que instruíram as acusações.

No “juízo imediato” o réu Berlusconi será julgado por um Colégio Julgador.

E esse Colégio, — que pertence à quarta seção judiciária do Tribunal de Milão–, é integrado por três mulheres: Carmem D´Elia, Orsolina De Cristofaro e Giulia Turri.

A ouvida e defesa do réu Berlusconi está marcada para 6 de abril, às 9,30 hs.

Segundo informações colhidas por este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine o premier não deverá comparecer.

Para os dois advogados do premier (dois advogados eleitos deputados pelo partido de Berlusconi), a competência para julgamento não é de Milão.

No dia estabelecido, os advogados irão argüir a incompetência territorial de Milão. Enquanto isso, Berlusconi vai voltar ao discurso de que é perseguido pelos magistrados de Milão. Os de “toga vermelha” (comunistas), como diz sempre.

*Leia a íntegra do texto no Terra Magazine

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