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Itália

Berlusconi é condenado por fraude, de forma definitiva

por Redação — publicado 01/08/2013 16h18, última modificação 01/08/2013 16h41
Como seu partido faz parte da base aliada do premier Enrico Letta, a condenação pode derrubar o governo da Itália
Tiziana Fabi / AFP
Silvio Berlusconi

Com um cartaz com a frase "a justiça foi feita", italiano bebe champanhe em frente ao Palácio da Justiça, em Roma, para celebrar a condenação de Berlusconi

A Suprema Corte da Itália confirmou nesta quinta-feira 1º a sentença de quatro anos de prisão para o ex-primeiro-ministro e atual senador Silvio Berlusconi, condenado por fraude fiscal no caso Midiaset. É a primeira vez que Berlusconi, de 76 anos, é condenado de forma definitiva, mas ele não deve cumprir pena em cadeia, por conta de sua idade. A prisão domiciliar pode ser uma alternativa, já que Berlusconi afirmou que se recusará a prestar serviços comunitários.

A Suprema Corte também ordenou à Corte de Apelação de Milão uma reavaliação da pena de cinco anos sem poder concorrer a cargos públicos à qual Berlusconi foi condenado em instância anterior. Isso significa que, ao menos por enquanto, Berlusconi poderá manter sua vida política como líder do partido direitista Povo da Liberdade (PDL).

A sentença deve ter repercussões políticas e pode colocar fim à coalizão governista do atual primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta (centro-esquerda). Para conseguir estabilizar a Itália após as eleições de abril, o Partido Democrático de Letta se aliou ao PDL de Berlusconi e ao Escolha Cívica, do também ex-primeiro-ministro Mario Monti. Agora, não se sabe se o governo conseguirá manter uma aliança baseada em acordo com um partido cujo líder é um criminoso condenado em última instância.

A sentença contra Berlusconi foi celebrada por muitas pessoas que se reuniram em frente ao Palácio da Justiça, em Roma. Beppe Grillo, o comediante que liderou Movimento 5 Estrelas nas últimas eleições e faz parte da oposição, também celebrou a condenação. "Berlusconi está morto. Viva Berlusconi! Sua condenação é como a queda do Muro de Berlim em 1989", afirmou ele segundo o jornal Corriere della Sera.

Além do caso julgado nesta quinta-feira, uma fraude de 7,3 milhões de euros consumada em 2002 e 2003, Berlusconi responde a outros três processos na Justiça da Itália: uma sobre sobre prostituição de menores e concussão; outro sobre compra de apoio político; e o último sobre grampos ilegais.

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