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Extremismo

Ataque terrorista deixa ao menos um morto na Dinamarca

por AFP — publicado 14/02/2015 20h59, última modificação 14/02/2015 21h05
Homem armado dispara contra centro cultural em Copenhague, onde ocorria um debate sobre o islamismo e a liberdade de expressão
Claus Bjorn Larsen / AFP
Dinamarca

A primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning Schmidt, vai ao local do atentado

Copenhague (Dinamarca) - Uma pessoa morreu no ataque armado neste sábado 14 contra um centro cultural de Copenhague, onde ocorria um debate sobre o islamismo e a liberdade de expressão. Um homem armado com uma metralhadora disparou contra os participantes do debate "Arte, blasfêmia e liberdade". O evento contava com a presença do cartunista sueco Lars Vilks, autor de polêmicas charges de Maomé, e o embaixador da França, François Zimeray.

Uma pessoa ainda não identificada morreu no tiroteio e três policiais ficaram feridos ao tentar proteger o centro cultural Krudttønden, onde se realizava o debate, informou a polícia.

O esquema de segurança foi reforçado pela presença de Lars Vilks. Mas a presença policial não impediu que o homem disparasse contra as dezenas de pessoas presentes, matando um homem e ferindo os três policiais.

O atirador fugiu rapidamente a bordo de um Volkswagen Polo. Dois quilômetros depois, o agressor abandonou o carro e desapareceu. Mas ele foi registrado pelas câmeras de segurança. Uma foto do suspeito, postada na internet, mostra um homem usando uma jaqueta escura e um boné e carregando um saco preto.

O  presidente francês François Hollande expressou à premiê dinamarquesa "toda a solidariedade da França". O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, por sua vez, condenou com o maior rigor o que também chamou de ataque terrorista. "Condeno com a maior firmeza este atentado. A França está ao lado das autoridades e do povo dinamarquês na luta contra o terrorismo", declarou o ministro em um comunicado.

O embaixador francês informou em sua conta no Twitter que saiu ileso do atentado. "Dispararam do lado de fora. Tinham o mesmo objetivo que o ataque à Charlie Hebdo, mas não conseguiram entrar", informou. Ele se referia ao ataque jihadistas de janeiro contra a revista satírica Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos.

"Intuitivamente diria que foram ao menos 50 disparos, e os policiais dizem que foram 200. As balas passaram através das portas e todos se jogaram ao chão", completou o embaixador. "Conseguimos fugir do salão, e agora continuamos no interior porque a situação é crítica. Os agressores não foram presos, podem continuar na área."

"Havia várias dezenas de pessoas no lugar", escreveu no Twitter uma militante do Femen que assistia ao debate, Inna Shevchenko.

Dezenas de pessoas acompanhavam o debate sob proteção policial. As televisões locais mostraram os vidros do centro cultural crivados de balas.

Segundo o jornal sueco Dagens Nyheter, os serviços de segurança também procuram o suspeito para evitar que cruze o estreito que separa Copenhague de Malmö, na Suécia.