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Os esqueletos caem do armário

por Redação Carta Capital — publicado 16/09/2011 10h54, última modificação 16/09/2011 11h08
O ex-diretor de Segurança de Uribe vai para a cadeia por assassinato. Desde 2008, houve denúncias de 2701 pessoas mortas como 'guerrilheiras'

O governo Álvaro Uribe terminou há pouco mais de um ano, mas seus abusos rivalizam com os piores momentos das ditaduras do Cone Sul nos anos 1970. No início de setembro, foi condenado a 40 anos de prisão Pedro Antonio Agámez, suposto “gato” que em 2007 recrutou dezenas de jovens oferecendo-lhes trabalho no campo e os entregou a militares para que os executassem e assim cumprissem sua cota de “guerrilheiros mortos em combate”. Desde 2008, a procuradoria-geral recebeu denúncias de 2.701 pessoas mortas dessa maneira, os chamados “falsos positivos”.

Em 14 de setembro, Jorge Noguera, diretor do Departamento de Segurança de Uribe até 2004, depois cônsul na Itália, foi condenado a 25 anos de prisão por planejar a morte do professor Alfredo Correa de Andreis, suposto­ ideó­logo das Farc que trabalhou com refugiados da guerra civil em Barranquilla e foi executado por paramilitares em setembro de 2004. O ex-presidente comentou no Twitter: “Nomeei Jorge Noguera por sua folha de vida e sua família, confiei nele, se por acaso delinquiu, me dói e ofereço desculpas à cidadania”.

Esses grupos paramilitares, supostamente “desmobilizados” e perdoados no governo Uribe, continuam ativos no crime. No mesmo dia, a defensoria pública da Colômbia denunciou que os corpos de dois camponeses mortos em Nariño foram desmembrados e jogados em um rio e outros 13 foram sequestrados por um mesmo bando, vestido com uniformes militares.

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