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Ajuda humanitária para Somália atrasa

por Redação Carta Capital — publicado 26/07/2011 17h52, última modificação 26/07/2011 17h52
Avião com 14 toneladas de alimentos para o país que vive surto de seca e fome ficou retido na aduana de Nairobi, no Quênia

A primeira remessa da ajuda humanitária do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para a Somália, país onde as Nações Unidas declararam um surto de fome na última semana, foi adiada para quarta-feira 27. Segundo o porta-voz do órgão da ONU na região, David Orr, declarou, ao jornal espanhol El País, o carregamento francês de 14 toneladas de comida ainda aguarda a autorização da aduana do aeroporto de Nairóbi, no Quênia, de onde o avião iria decolar na terça-feira 26.

Na capital da Somália, Mogadíscio, continuam chegando deslocados somalis e, segundo a Agência da ONU para refugiados (ACNUR), ocorreram choques e saques no campo de Badbado, que abriga cerca de 28 mil pessoas a nove quilômetros do município.

A cidade está dividida entre as forças de paz da União Africana, com dez mil soldados, e os milicianos de Al Shabab – que para CIA têm vinculo com a Al Qaeda. Este grupo domina também o centro e o Sul do país, as áreas mais afetadas pela seca e fome. O PMA não tem a permissão dos radicais islâmicos para adentrar nessa região, onde apenas a Cruz Vermelha Internacional, os Médicos sem Fronteiras e a Ação Contra a Fome podem trabalhar.

Segundo o ACNUR, a assistência do órgão da ONU não é suficiente, pois a cada dia chegam em Mogadíscio cerca de mil pessoas, sendo 40 mil apenas em julho, 30 mil em outros campos a 50 quilômetros da cidade e até 100 mil nos últimos dois meses.

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