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Eventos

Carta Capital

05.08.2011

18.08.2011 11:18

‘Educadores contra o crack’

Na sexta-feira 5 a revista CartaCapital promoveu mais um evento da série Diálogos Capitais. O seminário “Educadores contra o crack” discutiu, com o patrocínio da Petrobras, as políticas públicas para tratar o vício no país, além de apresentar dados alarmantes sobre o consumo da droga no Brasil.

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Participaram do debate a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Paulina Duarte, o médico psiquiatra Datiu Xavier, diretor do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes (Proad), Luiz Ratton, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade da UFPE, e Thiago Fidalgo, médico da Unifesp e pesquisador da Universidade de Harvard.

Veja a palestra de Paulina Duarte:
Clique aqui para a apresentação em PDF utilizada no evento
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Paulina apresentou um histórico da política de enfrentamento ao consumo da droga no país e a mudança de perspectiva que se deu nos últimos anos. Ela trouxe dados sobre o uso de drogas nas escolas e universidades. Uma pesquisa feita com alunos do ensino superior constatou que apenas 11% dos universitários não utilizam drogas.

Segundo a secretária, 90% da política do Governo Federal foi transformada a partir de 2004, ano em que a política nacional anti-drogas se tornou a política nacional sobre drogas, mudando completamente o enfoque da atuação.

Dartiu Xavier informou que 77, 3% dos dependentes de drogas dos grupos de pesquisas que coordena possuiam depressão anterior ao uso e começaram a utilizá-las para justamente um auto-tratamento de uma depressão muitas vezes não diagnosticada. “A maioria dos pacientes começa a se drogar para se auto edicar, usa o álcool como se fosse um remédio”, disse. Ele também é totalmente contra internação compulsória. “Pessoas que sao internadas contra a própria vontade tem 90% menos chance de sucesso daqueles que são internados porque querem”, afirma.

Veja a participação de Dartiu Xavier no evento:
Clique aqui para ler a íntegra do documento apresentado por Dartiu Xavier durante o evento
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Luiz Ratton, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da UFPE e assessor especial do governo de Pernambuco para Planejamento Estratégico de Ações de Segurança, informou que 70 mil pessoas presas tinham sido presas no País vinculadas a uma situação de venda de pequenas quantidades de drogas, sem antecêdência criminal e sem armas de fogo.”Isso pode ter efeito perverso de ampliar universo prisional. A saída encarceradora pode gerar problemas posteriores muito grandes (nesses casos), não resolve o problema”.

Veja a participação de Luiz Ratton no evento
Leia aqui o documento usado por Ratton durante a apresentação
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Thiago M. Fidalgo, psiquiatria, coordenador do setor de adultos da Unifesp e pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), falou sobre o óxi, droga derivada do crack que está ganhando força rapidamente entre os adeptos. E alerta para o rápido efeito que a droga tem no organismo. “O tempo de início de ação da cocaína é de 15 minutos. O crack chega ao cérebro em 3 minutos. O oxi tem efeito de apenas 1 minuto”, diz.

Veja a participação de Thiago Fidalgo no evento (e leia aqui a íntegra da apresentação):
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Sua opinião

  1. roberto fonseca disse:
    No Brasil, só se vê palpites de todos os lados, principalmente daqueles que se dizem educadores. O "X" do problema está nas mãos dos barões que manipulam, internacionalmente, esse nefasto comércio das drogas, os quais têm amizade profunda com o Sistema Mundial que domina todas as nações. A densidade demográfica desse planeta beira à 7 bi de pessoas desorientadas, sendo poucos aqueles que têm a rédea da economia em suas mãos. Sempre foi e sempre será assim, pois os povos não têm forças para reagir contra as coisas oriundas do poder aqui descrito. RF
  2. Jurisnet – Revista Eletrônica – ISSN 2176-5103 – Notícias e informações. » Os desafios para inovar disse:
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