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Educação

Greve dos professores

Pela primeira vez, Choque é convocado em manifestação de professores

por Agência Brasil publicado 17/04/2015 18h09, última modificação 17/04/2015 19h05
Professores estaduais de São Paulo decidem permanecer em greve após nova assembleia na avenida Paulista
Reprodução
greve dos professores

Manifestantes na avenida Paulista

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram hoje (17) pela continuidade da paralisação, após mais uma assembleia realizada à tarde, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Em greve desde o dia 13 de março, os professores reivindicam aumento salarial de 75,33%.

Além da manutenção da greve, eles aprovaram também uma nova assembleia para a próxima sexta-feira (24), no Masp, a partir das 14h. Um dia antes, os professores devem se reunir com representantes do governo estadual, na sede da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República.

Durante a assembleia de hoje, os professores carregavam várias faixas e um caixão, onde escreveram a mensagem “Aqui jaz a educação”. Durante o protesto, o governador Geraldo Alckmin foi vaiado.

Em um momento de tensão, os professores estranharam a presença de uma tropa especial da Polícia Militar, normalmente utilizada em manifestações com expectativa de confronto, e pediram a retirada da tropa.

Segundo o comandante da operação, capitão Diogo Rafael de Souza, a tropa é da Companhia de Ações Especiais da Polícia (Caep). “É uma tropa de efetivo de apoio, e nada tem a ver com a Tropa de Choque. Não temos intenção de confronto ou confusão”, afirmou o capitão.

De acordo com Maria Sufaneide Rodrigues, professora aposentada e integrante da diretora da Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a presença da tropa surpreendeu os professores que não pretendem entrar em confronto ou provocar confusão.

“Em outras manifestações, não havia esse aparato. É claro que eles são da Tropa de Choque. Por mais que o comandante tenha explicado, entendemos que eles são da Tropa da Choque”, alertou Maria Sufaneide. “Professor não veio para ter confronto com policial. Professor veio reivindicar salário e necessidades para sala de aula.”, acrescentou, lembrando que as demais assembleias ocorreram de forma pacífica.

A Polícia Militar estimou em cerca de 3 mil professores presentes à assembleia. Para a Apeoesp, são 60 mil participantes. Os professores seguiram em caminhada até a sede da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, no centro. O caminho escolhido é pela Avenida 23 de Maio.

Na quarta-feira (15), eles ocuparam a sede da Assembleia Legislativa de São Paulo, após audiência pública sobre a greve. Os professores dormiram no plenário Juscelino Kubitschek, onde permaneceram até a noite de ontem (16).

Segundo o sindicato da categoria, a ocupação na Assembleia teve por objetivo pressionar o governo estadual pela abertura de negociação. Na próxima quarta-feira (22), às 16h, os professores participam de nova audiência pública na Assembleia.