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Educação

Exame Nacional do Ensino Médio

Grafia de gasolina em charge na prova do Enem respeitou época do texto, diz ministro

por Agência Brasil publicado 28/10/2013 09h45
A questão trata de uma charge que ironiza a política desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek e causou polêmica entre estudantes
Marcello Casal / Agência Brasil
Aloizio Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Inep, Luiz Claudio da Costa, fazem balanço do segundo dia de provas do Enem

Mariana Tokarnia


Brasília - Em coletiva com a imprensa, no domingo 27, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comentou a questão da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na qual aparece uma charge em que a palavra gasolina é grafada com a letra z. Segundo o ministro, na prova, a charge aparece grafada da maneira como foi escrita na época, na década de 60.

A questão trata de uma charge que ironiza a política desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek. Na charge, o então presidente aparece conversando com um personagem chamado Jeca. O diálogo é o seguinte:

“JK - Você agora tem automóvel brasileiro, para correr em estradas pavimentadas com asfalto brasileiro, com gazolina brasileira. Que mais quer?

JECA - Um prato de feijão brasileiro, seu doutô".

O texto é de autoria do chargista Théo e foi retirado do livro Uma História do Brasil Através da Caricatura (1840-2001).

"A charge é de 1960 e contextualiza o tema da época", disse. Perguntado se o Ministério da Educação não deveria ter grafado da maneira correta para os dias de hoje, ele diz que isso é um debate pedagógico que deve ser incentivado.

Outra questão que chamou a atenção de professores, como o especialista em Enem e presidente de honra do Cursinho Henfil de São Paulo, Mateus Prado, é também da prova de ontem. A questão é sobre um experimento, segundo ele, famoso na biologia, do médico Willian Harvey. A mesma gravura sobre o experimento com a circulação humana foi usada na prova de biologia da segunda fase da Fuvest, em 2007.

O texto das questões dos dois exames não é semelhante mas, segundo o professor, o conteúdo sim. Ele diz que a chance de os estudantes a conhecerem é grande: "Temos ela na nossa apostila de exercícios", diz Prado. Ele acredita que aqueles que não a conhecem podem ter tido uma certa desvantagem.

O Enem foi aplicado neste final de semana a mais de 5 milhões de candidatos em 1.161 cidades. Foram mais de 16 mil locais de prova e cerca de 648 mil trabalhando para a execução do exame.