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Suspeita derruba CEO no Brasil

por Brasil Econômico — publicado 12/10/2011 12h08, última modificação 12/10/2011 12h46
Paulo Ricardo Stark assume o posto ocupado desde 2001 por Adilson Primo, substituído por suspeita de desvio de conduta

A Siemens anunciou na terça-feira 11 o afastamento de Adilson Primo, de 58 anos, da presidência da companhia no país.

Há cerca de 35 anos na casa, o executivo ocupava o cargo desde 2001.

O motivo foi a "contravenção das diretivas da Siemens na sede nacional", antes de 2007, descoberta em investigações internas, ainda não concluídas.

Para o posto de Primo, a companhia nomeou Paulo Ricardo Stark, de 42 anos.

Engenheiro eletricista, Stark exerceu diversos cargos na companhia, no Brasil e em países como México e Alemanha, e ocupava recentemente a unidade de negócios industriais.

Ele assume uma estrutura com receita de cerca de 1,8 bilhão de euros, em 2010, carteira de pedidos de 2,1 bilhões de euros, 13 fábricas, sete centros de pesquisa e mais de 10 mil funcionários.

Nos anos de 2006 e 2007, a Siemens enfrentou um escândalo mundial por pagamento de propina para a obtenção de contrato em diversos países.

Na lista de projetos vencidos por meios ilícitos estão trens urbanos na Venezuela, redes de telefonia celular em Bangladesh, usinas de energia em Israel e sistemas de controle de tráfego na Rússia.

As contravenções custaram à companhia cerca de 3,2 bilhões de dólares e derrubaram dois presidentes mundiais.