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Economia

Strauss-Kahn pessimista quanto à Eurozona

por AFP — publicado 19/12/2011 09h39, última modificação 06/06/2015 18h20
"A zona do Euro é um barco prestes a afundar", disse o ex-chefe do FMI, que retomou às atividades nesta segunda, após escândalos sexuais
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Depois de vários escândalos pessoais, Strauss-Kahn retomou suas atividades profissionais

PEQUIM, China (AFP) - O ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, voltou nesta segunda-feira 19 à vida pública ao participar em um fórum econômico em Pequim, onde comparou a Zona Euro a um barco prestes a afundar.

Depois de mais de sete meses de escândalos pessoais, que o obrigaram a abandonar sua carreira política, Strauss-Kahn escolheu uma conferência sobre economia realizada na capital chinesa para recuperar seu status de especialista em macroeconomia.

"Vemos os países europeus passar de um plano (de resgate) a outro, de uma cúpula vista como a última oportunidade a outra, sem admitir as perdas, sem permitir uma reativação do crescimento e fracassando em recuperar a confiança", afirmou Strauss-Kahn.

Strauss-Kahn, que foi convidado pelo grupo NetEase, um dos gigantes da internet na China, fez um discurso em inglês de 45 minutos em que se mostrou muito crítico quanto às medidas de resgate adotadas em Bruxelas.

"Com o último temporal, parece que o barco já não é tão resistente", comentou a responder a uma pergunta sobre a situação da Eurozona.

"O fato de que o euro continue em meio ao rio e que a união orçamentária não está consolidada o torna muito vulnerável e o barco parece a ponto de afundar", acrescentou.

"Não creio que (o presidente francês Nicolas) Sarkozy e (a chanceler alemã Angela) Merkel entendam bem e este é provavelmente um dos motivos que o sistema europeu tenha problemas para avançar", assegurou.

Por outro lado, afirmou que o governo chinês atuou "particularmente bem durante a crise de 2008-2009".